O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou nesta sexta-feira (18), durante entrevista concedida à TV Globo Minas, que, caso seja eleito e governe o estado, promoverá a recomposição anual das perdas inflacionárias para os servidores do Executivo estadual. No entanto, ele não garantiu a recuperação de valores que possam estar acumulados ao longo dos anos, destacando que essa questão depende de avanços futuros nas negociações com o governo estadual.
Durante a entrevista, Cleitinho foi questionado pela jornalista Mara Pinheiro sobre o cenário financeiro de Minas Gerais, especialmente diante das dificuldades de caixa, possíveis estouros na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o alerta feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o teto de gastos públicos. A discussão abordou também a compatibilidade de manter os compromissos fiscais do estado enquanto atende às demandas de servidores públicos, sobretudo nas áreas de educação, saúde e segurança pública.
O senador declarou que, durante seu mandato, a prioridade será garantir uma recomposição inflacionária anual para os servidores públicos, considerada por ele como o mínimo necessário para manter o poder de compra desses profissionais. Ele ressaltou que, apesar de reconhecer as dificuldades fiscais enfrentadas por Minas Gerais, sua gestão buscará implementar essa política de forma justa, abrangendo todos os servidores do Executivo estadual, sem distinção de categorias ou órgãos.
Cleitinho destacou ainda que, atualmente, o estado encontra-se em recuperação fiscal, o que limita a capacidade de oferecer reajustes maiores ou reajustes que ultrapassem a recomposição inflacionária. Segundo ele, a prioridade é manter a estabilidade financeira do estado, mesmo que isso signifique não conseguir atender a todas as demandas de aumento salarial de imediato. “Com a recuperação fiscal, o estado ainda não pode dar esse aumento, mas pelo menos isso [recomposição inflacionária] a gente vai fazer para todos os servidores. Tem que ser justo e fazer para todos”, afirmou.
A entrevista também abordou a posição do senador em relação ao Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), criado para renegociar o débito de aproximadamente R$ 180 bilhões de Minas Gerais com a União. Cleitinho classificou o programa como um “mal necessário”, reconhecendo a importância de renegociar os termos atuais, mas sinalizou que pretende abrir negociações com o governo federal para alterar as condições do pagamento, buscando condições mais favoráveis ao estado.
Ele afirmou que o diálogo com o governo federal é fundamental, independentemente de quem esteja à frente da presidência, citando inclusive a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Minas Gerais na semana anterior. Cleitinho reforçou que sua postura será de diálogo e negociação, afirmando que, se o governo federal desejar refazer os acordos, deverá fazer isso por meio do diálogo, sem imposições.









