A Polícia Civil de Minas Gerais está conduzindo uma investigação sobre uma denúncia envolvendo uma professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, localizada no bairro Providência, na região Norte de Belo Horizonte. A denúncia, registrada pela mãe de um estudante do 3º ano do ensino fundamental, aponta que a docente teria esfregado uma prova no rosto do aluno dentro da sala de aula, episódio capturado por uma câmera de segurança instalada no ambiente escolar. As imagens mostram claramente a professora segurando uma folha de papel e a pressionando contra o rosto da criança, o que motivou a mãe a registrar um boletim de ocorrência e classificar a situação como “extremamente grave”.
De acordo com a mãe da criança, o incidente não foi um fato isolado. Ela relata que, ao longo do tempo, foi convocada diversas vezes pela escola para discutir o comportamento do filho, que, apesar de apresentar bom desempenho acadêmico, teria sido considerado disperso pela professora. Em uma das reuniões, a educadora teria declarado que era uma “professora raiz e não nutella”, além de fazer comentários negativos sobre o aluno, como dizer que ele era “impossível” às segundas-feiras e que havia rezado para que ele não fosse à aula. A mãe também afirma que, apesar de tentativas de estabelecer um diálogo por meio da agenda escolar e de reuniões com a direção da escola, enfrentou dificuldades para obter respostas satisfatórias.
Após a divulgação das imagens, a criança foi transferida para outra turma, mas a mãe afirma que essa medida não resolveu o problema emocional do filho. Ela relata que o menino ficou profundamente abalado, demonstrando medo de retornar às aulas e resistência em frequentar o ambiente escolar. Segundo a mãe, o garoto chora ao falar sobre a escola, sente-se envergonhado e tem medo de reencontrar a professora, o que compromete seu bem-estar emocional. Apesar de desejar que o filho retorne ao convívio escolar, ela enfatiza a necessidade de um ambiente que ofereça segurança, acolhimento e respeito, solicitando o acompanhamento do Conselho Tutelar e a preservação das imagens das câmeras de segurança para garantir a investigação adequada.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que, assim que tomou conhecimento da denúncia, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana C adotou providências imediatas. Foram iniciadas apurações preliminares e instaurado um Processo Administrativo Simplificado (PAS) com o objetivo de investigar detalhadamente os fatos e determinar possíveis responsabilizações à professora, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa. Além disso, o Núcleo de Atendimento Educacional (NAE) foi acionado para oferecer suporte e acompanhar o estudante durante o processo. A secretaria destacou ainda que os responsáveis pela criança foram atendidos pela direção da escola, que registrou a denúncia em ata, e reforçou seu compromisso de combater desvios de conduta, orientando as escolas e profissionais da educação a seguir rigorosamente o Código de Conduta Ética.
Este caso evidencia a importância de ações rigorosas no ambiente escolar para garantir a integridade física e emocional dos estudantes, além de reforçar a necessidade de transparência e responsabilidade por parte dos profissionais de educação. A investigação continua em andamento, enquanto a comunidade escolar aguarda esclarecimentos e providências que assegurem um ambiente de aprendizado seguro e respeitoso para todas as crianças.







