Uma audiência realizada nesta segunda-feira, 21 de novembro, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais terminou sem acordo entre o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro) e o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), mantendo a greve dos professores da rede privada na região da Grande Belo Horizonte por tempo indeterminado. A reunião, que reuniu representantes de ambas as categorias, foi marcada por protestos de uma multidão de docentes que ocuparam as portas do TRT, localizado no bairro Funcionários, na região Centro-Sul da capital mineira.
A principal pauta da categoria envolve a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, que atualmente não prevê alterações, além de reivindicações específicas relacionadas ao reajuste salarial e condições de trabalho. Os professores solicitam um reajuste de 3,77%, equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além da manutenção das cláusulas que garantem a equiparação salarial e a indenização por redução de carga horária. No entanto, os representantes das escolas particulares aceitaram apenas a manutenção de uma convenção única para os professores da educação básica e superior, propondo alterações em duas cláusulas específicas: o fim da equiparação salarial e mudanças na indenização por redução de carga horária.
O sindicato dos professores rejeitou as propostas apresentadas pelos empregadores e informou que levará as questões à votação em assembleia, agendada para esta terça-feira, 22 de novembro, às 9h30. A reunião ocorrerá no auditório da Fundação de Educação Artes e Cultura (Fundac), localizada na rua Diamantina, bairro Lagoinha, na região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão de manter a greve por tempo indeterminado reflete a insatisfação da categoria com as propostas e a ausência de um acordo que atenda às reivindicações essenciais dos docentes.
Em nota oficial, o Sinepe lamentou o impasse na negociação, reforçando que as instituições de ensino particulares permanecem abertas nesta terça-feira, garantindo o funcionamento regular das escolas e o atendimento aos estudantes e suas famílias. O sindicato patronal destacou a importância de os pais serem informados acerca do compromisso de cada escola em cumprir o calendário letivo e a carga horária prevista, incluindo a reposição dos dias em que professores estiverem ausentes. Além disso, o Sinepe informou que aguarda uma decisão da Justiça para solicitar a suspensão da greve, buscando uma solução judicial que possa assegurar o retorno às atividades normais.
A continuidade da greve na região da Grande Belo Horizonte evidencia o impasse nas negociações salariais e de condições de trabalho entre professores da rede privada e os empregadores, refletindo uma tensão que, até o momento, não foi resolvida pelas partes envolvidas. A categoria mantém sua mobilização enquanto aguarda uma definição definitiva, que possa atender às suas reivindicações e garantir a estabilidade no setor de educação privada na capital mineira.







