Um vazamento de gás estireno em uma fábrica localizada no Distrito Industrial de Manaus levou 414 pessoas a buscarem atendimento médico. O incidente ocorreu na unidade da petroquímica Innova, no final da tarde de quarta-feira, 15 de julho, com os dados de atendimento sendo contabilizados até as 15h de sexta-feira, 17 de julho.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, dos 414 atendimentos, 200 foram realizados em hospitais particulares, 157 em prontos-socorros e serviços públicos de urgência, e 57 em unidades municipais. A maioria dos pacientes apresentou sintomas leves, como ardência nos olhos e desconforto respiratório, e recebeu alta após os cuidados. No entanto, duas pessoas permanecem internadas, uma delas em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Além disso, uma morte foi registrada, mas as autoridades ainda estão investigando se há relação direta com o vazamento de gás.
Em um comunicado emitido no domingo, 19 de julho, a Innova informou que a temperatura do tanque afetado está sob controle e que não há mais emissão de vapores. A empresa também contestou a existência de fissuras em seus equipamentos, afirmando que uma inspeção técnica, realizada em conjunto com as autoridades, não identificou rachaduras que pudessem ter contribuído para o vazamento.
A Prefeitura de Manaus, em resposta ao incidente, decretou estado de alerta e formou um gabinete de crise para monitorar a situação. As autoridades locais orientaram os moradores e trabalhadores da área a evitarem a região afetada e a procurarem atendimento médico caso apresentem sintomas relacionados ao vazamento. Além disso, o município impôs duas multas à Innova. A primeira, no valor de 30 mil Unidades Fiscais do Município, equivalente a R$ 4,55 milhões, foi aplicada devido à emissão de gases e à poluição do ar. A segunda multa, de 35 mil unidades fiscais, que corresponde a R$ 5,34 milhões, refere-se à poluição do solo e de um corpo hídrico. Somadas, as penalidades totalizam quase R$ 10 milhões. A empresa tem o direito de apresentar defesa e os relatórios técnicos exigidos pelas autoridades.
Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estiveram envolvidas nas operações de resfriamento do tanque para evitar novas reações que pudessem agravar a situação. Como medida preventiva, dez escolas municipais localizadas nas proximidades da área afetada suspenderam as aulas, garantindo a segurança dos alunos e funcionários.
As investigações sobre o vazamento e suas consequências continuam, com as autoridades trabalhando para esclarecer todos os detalhes do ocorrido e garantir a segurança da população.








