Uma formação natural de aparência inusitada foi registrada recentemente no Lago Williston, localizado na Colúmbia Britânica, no Canadá. Trata-se de uma ilha flutuante, coberta por árvores verdes e aparentemente saudável, que surge e desaparece no lago, levantando questionamentos entre especialistas e moradores da região. A descoberta foi feita por Rocky Avery, um morador e navegante local, que registrou o fenômeno em vídeo e compartilhou suas imagens nas redes sociais, despertando interesse e atenção para o fenômeno.
Segundo Avery, a estrutura se assemelha a uma espécie de jangada composta por árvores, galhos e outras plantas, que parecem estar em movimento constante. O morador afirmou nunca ter visto algo semelhante anteriormente na região, o que reforça a singularidade do fenômeno. A presença da ilha foi notada inicialmente no dia 21 de julho de 2026, por meio de imagens capturadas pelo satélite Sentinel-2, pertencente à Agência Espacial Europeia. Essas imagens mostram uma mancha verde no lago, com formato semelhante ao de uma ilha, localizada aproximadamente a 100 quilômetros a oeste da barragem W.A.C. Bennett, uma das principais estruturas de controle de reservatórios na região.
O que torna a episódio ainda mais intrigante é o fato de que, nos dias seguintes à sua detecção, a ilha desapareceu das imagens de satélite e não foi mais vista até o final de agosto. Em 31 de agosto, ela foi novamente registrada, agora no rio Ospika, que deságua no Lago Williston, indicando que a formação está à deriva, movendo-se ao longo do percurso do rio. Essa mobilidade e desaparecimento periódico sugerem que a estrutura não é fixa, mas sim um fenômeno temporário, possivelmente influenciado pelas condições de cheia do lago.
Especialistas ouvidos pela emissora pública canadense CBC explicaram que a origem da ilha flutuante ainda não foi completamente determinada. Um dos pesquisadores, identificado como Gammer, sugeriu que ela pode ter se formado a partir de materiais que estavam presos na costa, em áreas abrigadas, e que, durante períodos de cheia, podem se desprender e flutuar livremente. Essa hipótese é considerada plausível, uma vez que o aumento do nível das águas pode levantar detritos e plantas que, normalmente, permanecem presos ao longo da margem, permitindo que eles se tornem uma estrutura flutuante temporária.
Apesar de não representar uma ameaça direta à barragem W.A.C. Bennett, a presença da ilha flutuante levanta preocupações entre navegadores e pescadores locais. Como a formação não possui sinalização ou aviso oficial, ela pode representar um risco para embarcações que transitam pela região, especialmente em condições de baixa visibilidade ou durante o movimento de maior fluxo de água. Autoridades locais e empresas de energia, responsáveis pela gestão do reservatório, monitoram o fenômeno, mas até o momento, não há indicações de que a formação possa causar danos ou interferir na operação da barragem.
A descoberta da ilha flutuante reforça a complexidade dos processos naturais que ocorrem em ambientes de reservatórios e lagos de grande extensão, além de destacar a importância de monitoramento contínuo por satélites e equipes de campo. A sua ocorrência, embora rara, evidencia a dinâmica de mudanças ambientais na região, que podem ser influenciadas por fatores como o nível das águas, a vegetação local e as condições climáticas. A comunidade científica permanece atenta ao fenômeno, aguardando novas observações e estudos que possam esclarecer sua origem e comportamento.






