O céu de novembro terá uma série de fenômenos astronômicos observáveis a partir da Terra, incluindo uma superlua no dia 24, a ocultação da estrela Regulus pela Lua e o pico da chuva de meteoros Leônidas, previsto para a madrugada de 18 de novembro. O mês também será marcado pelas quatro principais fases lunares e por aproximações aparentes entre a Lua, Vênus, Marte e Júpiter. Os horários indicados são referentes a Brasília.
Fases da Lua ocorrem ao longo do mês
Novembro começa com a Lua no quarto minguante, fase em que a porção iluminada visível da Terra diminui gradualmente. No dia 9, o satélite natural chega à Lua nova, quando fica posicionada entre a Terra e o Sol. Nesse período, a face iluminada permanece voltada para o Sol, o que faz com que a Lua não seja visível no céu terrestre.
Em 17 de novembro, ocorre o quarto crescente, etapa em que a área iluminada da Lua volta a aumentar. Já no dia 24, às 11h53, será registrada a Lua cheia, momento em que o disco lunar aparece totalmente iluminado pelo Sol.
Lua cheia será acompanhada por uma superlua
A Lua cheia de novembro também será uma superlua. O fenômeno acontecerá pouco mais de um dia antes de o satélite atingir o perigeu, ponto de sua órbita em que fica mais próximo da Terra.
No dia 24, a distância entre a Lua e a Terra será de aproximadamente 361 mil quilômetros. No dia seguinte, quando alcançar o perigeu, o satélite estará a cerca de 359 mil quilômetros do planeta. Por estar mais próxima, a Lua poderá parecer ligeiramente maior e mais brilhante do que em outras luas cheias.
Como a fase cheia ocorrerá durante o dia, as condições mais favoráveis para observar o fenômeno serão depois do pôr do Sol. A diferença de tamanho e brilho em relação a outras luas cheias pode ser discreta, mas o evento poderá ser acompanhado a olho nu, desde que as condições do céu sejam adequadas.
Lua passará diante de Regulus em parte do Brasil
Na madrugada de 3 de novembro, a Lua passará diante de Regulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão. O fenômeno é chamado de ocultação e ocorre quando, na perspectiva de quem observa da Terra, um astro encobre temporariamente outro.
A ocultação poderá ser vista em parte do território brasileiro. Em Brasília, o início está previsto para aproximadamente 4h32. Em São Paulo, o fenômeno deve começar às 4h43; em Belo Horizonte, às 4h44; e em Curitiba, às 4h41. Em cidades como Recife, Fortaleza e Belém, Regulus não será encoberta pela Lua.
Planetas terão aproximações aparentes no céu
Na madrugada de 7 de novembro, a Lua minguante e Vênus poderão ser observados próximos um do outro, pouco antes do amanhecer. Para acompanhar o alinhamento aparente, a orientação é olhar na direção leste, onde o Sol nasce. Apesar da proximidade visual, os dois corpos celestes continuarão separados por milhões de quilômetros.
Outro encontro aparente está previsto para 15 de novembro, quando Marte e Júpiter poderão ser vistos próximos no céu antes do nascer do Sol. A aproximação será apenas visual, resultado da perspectiva de observação a partir da Terra.
Mercúrio também terá uma oportunidade de observação no dia 20 de novembro. O planeta poderá ser visto antes do amanhecer, quando atingirá sua maior distância aparente do Sol.
No dia 25, será a vez de Urano estar em uma posição favorável para observação durante boa parte da noite. Como o planeta tem brilho fraco e a Lua estará quase cheia, com elevada luminosidade, o uso de binóculos ou telescópios poderá facilitar sua localização no céu.
Leônidas terá pico na madrugada de 18 de novembro
A chuva de meteoros Leônidas também integra a programação astronômica de novembro. O fenômeno é produzido por fragmentos deixados pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle. Quando esses materiais entram na atmosfera terrestre, provocam os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.
O pico da chuva está previsto para meados do mês. No Brasil, a melhor oportunidade de observação deve ocorrer na madrugada de 18 de novembro. Em São Paulo, o período mais favorável está previsto para começar por volta das 2h e seguir até pouco antes do amanhecer, quando a constelação de Leão estará mais alta no céu.
Não será necessário utilizar telescópio ou binóculo para acompanhar os meteoros. A recomendação é buscar um local escuro, afastado da iluminação das cidades, e observar uma área ampla do céu, aumentando as chances de identificar os rastros luminosos produzidos pela chuva.









