• BH 24 Horas
  • Contato
  • Home
  • Home 2
  • Home 3
  • Home 4
  • Home 5
  • Home 6
  • Política de privacidade
  • Política de privacidade 2
  • Últimas Notícias
  • WhatsApp
BH 24 Horas
Advertisement

BH 24 HORAS »

  • Últimas Notícias
  • Policial
    • Policial BH
    • Policial MG
  • Esportes
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Minas Gerais
  • NOVA SERTANEJA
  • Contato
Sem resultados
Ver todos
  • Últimas Notícias
  • Policial
    • Policial BH
    • Policial MG
  • Esportes
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Minas Gerais
  • NOVA SERTANEJA
  • Contato
Sem resultados
Ver todos
BH 24 Horas
Sem resultados
Ver todos
Home Ciência

Vírus ranavírus causa declínio de 83% na população de anfíbios na Mata Atlântica, aponta estudo

22/08/2026
Em Ciência
Tempo de leitura:3 minutos de leitura
0
WhatsappTelegramFacebookTwitter

Um patógeno altamente letal tem sido responsável pela morte em massa de girinos e pelo declínio significativo de populações de anfíbios na Mata Atlântica, especialmente na região de Santa Catarina. Pesquisadores apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) confirmaram, pela primeira vez na América do Sul, que surtos recorrentes de ranavirose provocaram uma redução de 83% na reprodução da perereca-macaco (Phyllomedusa distincta) em uma lagoa localizada no município de Guaramirim. A doença, causada por um vírus que também acomete répteis e peixes, apresenta potencial de causar o colapso de populações silvestres na região, risco já documentado na Europa, mas até então não comprovado na América do Sul.

O estudo, publicado em 20 de agosto na revista científica Biodiversity and Conservation, trouxe evidências robustas de que o ranavírus pode ser uma ameaça direta à sobrevivência de espécies nativas, especialmente em períodos de baixa umidade. Dados coletados indicam que a incidência de surtos se intensifica em épocas secas, quando a umidade do ar cai para cerca de 65%, favorecendo a replicação do vírus e comprometendo o sistema imunológico dos anfíbios, que ficam mais vulneráveis às infecções. A baixa umidade também contribui para a concentração de girinos em áreas menores, facilitando a transmissão do vírus entre indivíduos.

O ranavírus, comum na natureza e frequentemente encontrado infectando rãs-touro (Aquarana catesbeiana) em ambientes de criação e na natureza, geralmente não provoca doenças na espécie invasora. Contudo, nos anfíbios nativos, especialmente nos girinos, a infecção se manifesta de forma rápida e devastadora, levando à necrose de tecidos internos, como o fígado, além de sinais clínicos visíveis, como inchaço abdominal, vermelhidão intensa, úlceras e hemorragias internas, inclusive nos olhos. A análise histológica de 13 girinos revelou lesões severas compatíveis com infecção por ranavírus, confirmando a relação entre o vírus e as mortes observadas.

O primeiro episódio de mortalidade na lagoa estudada ocorreu em janeiro de 2024, seguido por outros dois eventos entre novembro de 2024 e março de 2026. Ao todo, foram contabilizados 324 girinos mortos, sendo 315 da perereca-macaco e nove da perereca-de-pijama (Boana bischoffi). Destes, 88,6% dos girinos de perereca-macaco e 88,9% dos de perereca-de-pijama testaram positivo para o vírus, com cargas virais elevadas — cerca de 10 bilhões de cópias por microlitro nas pererecas-macaco e aproximadamente 2 bilhões nas de pijama. Apesar do alto índice de infecção na perereca-macaco, o número de mortos da espécie de pijama foi considerado insuficiente para caracterizar uma mortandade em massa.

O estudo, conduzido por Aline Fonseca, doutoranda na Universidade Federal do Paraná (UFPR), e apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Ciência, Inovação e Universidades da Espanha, também utilizou análises histológicas para confirmar os danos causados pelo vírus nos tecidos dos girinos. As mortes ocorreram na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário Rã-Bugio, na cidade de Guaramirim, onde o monitoramento contínuo da população de anfíbios vem sendo realizado desde 1999 por pesquisadores do Instituto Rã-Bugio para Conservação da Biodiversidade.

A análise de dados climáticos revelou que, embora fatores ambientais isolados não tenham sido considerados determinantes para as mortes ao longo dos anos, houve aumento abrupto do risco de surtos quando a umidade relativa do ar caiu de 90% para 65% duas semanas antes dos eventos de mortalidade. Isso sugere que o vírus permanece presente no ambiente de forma latente, mas condições de baixa umidade favorecem sua replicação e aumentam a vulnerabilidade dos anfíbios. Além disso, a concentração de girinos em áreas menores devido à redução de água também facilita a transmissão do vírus.

O monitoramento da lagoa do Santuário Rã-Bugio permanece ativo, com planos futuros de coleta de amostras em áreas próximas para avaliar a prevalência do ranavírus na região. Especialistas alertam que essa ameaça pode ser mais ampla do que se imagina, considerando o histórico de outros agentes patogênicos, como o fungo quitrídio (Batrachochytrium dendrobatidis), que já foi detectado em anfíbios brasileiros desde 1916, antes mesmo da introdução da rã-touro no país. Luís Felipe Toledo, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca que o ranavírus pode estar presente na Mata Atlântica há muito tempo, e o que mudou para se tornar uma ameaça séria ainda é um mistério que exige aprofundamento nos estudos. Ele ressalta a importância de investigar também registros históricos em museus de zoologia para compreender o impacto passado do vírus e avaliar o risco de extinção de espécies nativas diante dessa nova ameaça.

Relacionado Posts

Ciência

Qualidade do sono na meia-idade influencia tempo de permanência no mercado de trabalho e expectativa de aposentadoria

Ciência

Reconhecimento facial e seus impactos: o conceito de epistemicídio computacional

Ciência

Velejadora Tamara Klink atravessa Linha Internacional de Data durante travessia no Ártico

Próximo

Polícia de Minas Gerais destrói plantação de aproximadamente 60 mil pés de maconha em operação no Vale do Jequitinhonha

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Acessar
Notificar de
guest

guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Mais lidas

  • Homem é preso por tentativa de vender o próprio filho de 3 anos por R$ 10 na Praça Sete, em Belo Horizonte

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Tweet 0
  • Mulher de 20 anos relata medo e alívio após prisão de ex-companheiro suspeito de agressão em Belo Horizonte

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Tweet 0
  • Sargento é indiciado por homicídio qualificado de capitã da PM de Minas Gerais e tentou ocultar provas do crime

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Tweet 0
  • Senador Carlos Viana cobra esclarecimentos sobre investigação envolvendo Lulinha e critica decisão da PGR

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Tweet 0
  • Lei que proíbe entregador de subir para apartamento é sancionada em BH

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Tweet 0

Últimas notícias

Cantor Eduardo, diagnosticado com Leucemia Promielocítica Aguda, recebe apoio e mobiliza doações de sangue

Família de Lito Sousa aguarda vaga para estudo em Harvard em busca de tratamento para doença rara

Cruzeiro busca reverter decisão que pode impedir uso do Mineirão para próximos jogos

Polícia de Minas Gerais destrói plantação de aproximadamente 60 mil pés de maconha em operação no Vale do Jequitinhonha

BH 24 Horas

Redes Sociais

Mapa do Site

  • Agência Minas
  • América
  • Amirt
  • Ao Vivo
  • Atlético
  • Belo Horizonte
  • Betim
  • Brasil
  • Ciência
  • Contagem
  • Cruzeiro
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Eventos
  • Fala doutor: Saúde em dia com Doutor Aratti
  • Futebol
  • Grande BH
  • Impulsionando pessoas
  • Interior de Minas
  • Internacional
  • Minas Gerais
  • Noticias
  • Nova Lima
  • Policial
  • Policial BH
  • Policial MG
  • Politica
  • Previsão do Tempo
  • Saúde
  • Secom
  • Seleção Brasileira
  • Séries e Filmes
  • Sertanejo
  • Trânsito

Recentes

Cantor Eduardo, diagnosticado com Leucemia Promielocítica Aguda, recebe apoio e mobiliza doações de sangue

Família de Lito Sousa aguarda vaga para estudo em Harvard em busca de tratamento para doença rara

  • BH 24 HORAS
  • Últimas Notícias
  • Policial
  • Esportes
  • Minas Gerais
  • Nova Sertaneja
  • Contato

© 2023 BH 24 Horas | Todos os direitos reservados.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Sem resultados
Ver todos
  • BH 24 HORAS
  • Últimas Notícias
  • Policial
    • Policial BH
    • Policial MG
  • Esportes
  • Minas Gerais
  • Nova Sertaneja
  • Contato
wpDiscuz
0
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x
()
x
| Responder