O Brasil abriu 145.161 vagas formais com carteira assinada em junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (29/7) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo mensal resulta de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos. Desses, 77,3% dos postos foram classificados como típicos e 14,6% como não típicos, classificação utilizada pela pasta para se referir a trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários e com carga horária de até 30 horas semanais.
O saldo do mês é consequência direta da diferença entre admissões e desligamentos ocorridas ao longo de junho. O volume de admissões foi de 2.220.131, enquanto o total de desligamentos atingiu 2.074.970, configurando um desempenho positivo para o emprego formal. A distribuição entre tipos de contratação revela que a grande maioria das vagas abertas no período manteve o formato tradicional com carteira assinada, ao passo que uma parcela relevante ficou concentrada em modalidades classificadas como não típicas, como aprendizes, intermitentes, temporários ou com jornadas reduzidas.
Todos os cinco agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos em junho, sinalizando uma melhora generalizada do mercado de trabalho formal no mês. Embora o material não detalhe, individualmente, o saldo de cada setor, a leitura consolidada aponta avanço em setores variados da economia.
Variação por atividade econômica
O relatório aponta que houve saldo positivo em todos os setores, sem detalhamento numérico específico para cada um. A leitura divulgada indica uma tendência de que diferentes atividades econômicas contribuíram simultaneamente para o desempenho de junho, mantendo o quadro de criação líquida de vagas formais.
Desempenho por Unidade da Federação
Em junho, o crescimento do emprego ocorreu em 24 das 27 unidades da Federação. Destacam-se os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais pela magnitude de postos criados. Os maiores saldos, no entanto, estão distribuídos entre as seguintes federações:
- São Paulo: mais 34.981 postos;
- Minas Gerais: mais 20.805 postos;
- Rio de Janeiro: mais 16.856 postos.
Por outro lado, algumas unidades registraram quedas no estoque de empregos formais. Os saldos mais baixos foram observados em:
- Espírito Santo: menos 2.259 postos;
- Tocantins: menos 135 postos;
- Rondônia: saldo negativo de 1.396 postos.
Perfil dos salários e das modalidades de contrato
O salário médio real no Brasil, em junho, foi de R$ 2.507,07. Ao segmentar por tipo de contratação, observa-se que trabalhadores com vínculo típico tiveram remuneração média de R$ 2.446,27, enquanto os trabalhadores enquadrados em modalidades não típicas tiveram salário médio de R$ 2.101,51. Esses valores refletem, de maneira consolidada, a variação de remuneração entre diferentes formas de contratação dentro do mercado de trabalho formal.
Os números do Caged, que são atualizados mensalmente, servem como uma referência para monitorar a evolução do emprego formal no país, oferecendo leitura sobre o comportamento do mercado de trabalho frente a ciclos econômicos, políticas públicas e dinâmicas regionais. Em junho, o resultado positivo reitera a trajetória de recuperação do emprego com carteira assinada em setores variados e com impacto relevante para o público trabalhador, especialmente no que se refere à composição entre empregos típicos e não típicos.








