A atriz Carolina Dieckmann expressou seu luto pela morte de Preta Gil, que completa um ano nesta segunda-feira, 20 de julho. A data coincide com a estreia do documentário “Quanto Mais Preta, Melhor”, disponível na plataforma Globoplay. Durante os bastidores do evento de lançamento, realizado no Rio de Janeiro, Dieckmann compartilhou suas lembranças e sentimentos em uma conversa com a repórter Monique Arruda, do portal LeoDias.
Carolina relembrou momentos marcantes ao lado da cantora, destacando a alegria que Preta Gil sempre trouxe, mesmo em tempos difíceis. “É uma amiga que eu não tenho mais. Eu tive muitos momentos felizes com ela. Obviamente, nos dois últimos anos foram mais complicados, mas ela sempre foi uma mulher muito alegre. Até mesmo na hora que tudo estava muito difícil, ela arrumava um jeito de fazer uma graça e ter um pensamento positivo”, afirmou a atriz.
A artista também comentou sobre o impacto emocional que a perda de Preta Gil teve em sua vida, ressaltando a tristeza de ver a amizade entre elas ser frequentemente citada como exemplo por outras pessoas. “Eu fico feliz, mas… isso fica no passado, né? As pessoas falam muito comigo, tipo: ‘ah, o exemplo de amizade’. É uma amiga que eu não tenho mais. Eu acho bonito que as pessoas se inspirem, mas, ao mesmo tempo, para mim, não é mais uma alegria, né? Ela ficou no passado”, disse Carolina.
Além de falar sobre Preta, a atriz, que atualmente interpreta Diná na nova adaptação de “A Viagem”, uma obra inspirada na doutrina espírita, também refletiu sobre o papel da religião em sua vida durante o processo de luto. Carolina enfrentou não apenas a perda de Preta, mas também a morte de sua avó, Marly, que faleceu aos 94 anos em 2024. “Para mim, foi muito difícil fazer o filme. Eu acho que é muito bonito o jeito que eles compreendem a morte e as passagens”, comentou.
Dieckmann revelou que, embora a religião pudesse ter sido um alicerce durante esse período, ela enfrentou uma série de lutos significativos e próximos, o que complicou ainda mais seu processo de luto. “Poderia ter me acalentado, mas eu acho que eu tive tantos lutos nesses últimos anos, sendo tão próximos e irreparáveis. Então, eu acho que acabei tendo que lidar com isso para trabalhar. E, no final do processo, eu fiquei doente. Assim, não consigo pensar separado. Eu acho que, de fato, emocionalmente, fiquei tão mexida que o meu corpo sucumbiu, de alguma maneira”, finalizou.
A conversa de Carolina Dieckmann sobre sua amizade com Preta Gil e os desafios emocionais que enfrentou nos últimos anos traz à tona a complexidade do luto e a importância de se lembrar das memórias afetivas, mesmo quando a dor da perda é intensa.








