O documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, exibido pela TV Globo na noite de segunda-feira, 20 de novembro, trouxe à tona novos detalhes sobre os últimos momentos da vida da cantora Preta Gil, que faleceu em julho de 2025, em decorrência de um câncer colorretal. A artista, que foi diagnosticada com a doença em janeiro de 2023, passou por um período de remissão, mas a enfermidade retornou de forma mais agressiva, com metástase, em 2024.
Durante a produção do documentário, o empresário Marcello Azevedo compartilhou um relato marcante sobre a última consulta médica de Preta. Após receber a orientação de que deveria permanecer ao lado da família, a cantora compreendeu a gravidade de sua condição. “A última mensagem que eu mandei para ela foi um ‘eu te amo’, após ela sair da consulta médica, e ela não respondeu”, recordou Azevedo.
A empresária e amiga próxima de Preta, Marina Morena, relembrou o último pedido da cantora, que foi para que todos se unissem em oração. “‘Meninas, vamos orar?’ Foi isso, foram as últimas palavras. Depois da oração, ela deixou ir”, contou. Esse momento de conexão espiritual foi significativo para os que estavam ao seu redor, marcando uma despedida íntima e emocional.
Malu Barbosa, outra amiga e empresária de Preta, também comentou sobre as últimas interações da cantora. Segundo ela, após a oração, Preta não utilizou mais o telefone e passou a ficar deitada, dormindo. “Ela não usou mais telefone, ela desligou. Só ficou deitada, dormindo”, relembrou Malu, destacando a mudança no comportamento da artista nos momentos finais.
Preta Gil faleceu em 20 de julho de 2025, em Nova York, nos Estados Unidos, enquanto buscava tratamentos alternativos para sua condição. A decisão de se mudar para os EUA foi motivada pela esperança de encontrar novas opções de tratamento, mas a doença avançou rapidamente, levando à sua morte antes que pudesse retornar ao Brasil.
O documentário oferece um olhar profundo sobre a vida de Preta Gil, apresentando imagens gravadas pela própria cantora desde o diagnóstico de câncer. A produção revela momentos íntimos, desafios enfrentados durante o tratamento e a rede de apoio formada por familiares e amigos. Além disso, o filme entrelaça imagens pessoais com depoimentos de figuras conhecidas que acompanharam sua trajetória, como Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Ana Carolina, Gominho, Caetano Veloso, Francisco Gil, Sol de Maria e Gilberto Gil.
A obra não só homenageia a carreira de Preta Gil, mas também proporciona uma reflexão sobre a luta contra o câncer, a importância da solidariedade e o valor das relações humanas nos momentos de adversidade.








