Belo Horizonte recebe a 24ª edição do Festival Mundial de Circo entre os dias 31 de julho e 16 de agosto, consolidando-se como um dos mais relevantes eventos dedicados às artes circenses da América Latina. A programação reúne atrações de Brasil, Suíça, Espanha, Colômbia e Argentina e ocupará diversos espaços da capital, desde praças e parques até teatros e centros culturais, evidenciando a mobilidade e a diversidade que caracterizam o festival.
A proposta do festival é oferecer uma agenda diversa que contempla espetáculos de rua, apresentações em teatros, intervenções artísticas, oficinas, vivências circenses, mostra de filmes e ações de formação. Ao longo das semanas, a cidade será palco de atividades que promovem o intercâmbio entre profissionais da área e o público, estimulando a produção cultural local por meio de apresentações abertas, de fácil acesso, além de propostas educativas e formativas voltadas ao universo circense.
A circulação de atividades ocorrerá em diferentes espaços de Belo Horizonte. Entre as áreas públicas selecionadas estão a Praça Duque de Caxias, o Parque Municipal, o Palácio das Artes, o Mercado de Origem Santa Tereza, a Praça Floriano Peixoto, o Parque Aggeo Pio Sobrinho, o Parque Marcos Mazzoni, o Cine Santa Tereza e a Rua Rio de Janeiro. Também haverá ações em frente ao Sesc Palladium e em escolas de circo da cidade. A escolha de múltiplos cenários reforça a ideia de levar o circo a diferentes públicos, aproveitando desde o espaço urbano até espaços institucionais para ampliar o alcance das atrações.
Atrações internacionais em cartaz
Entre os destaques internacionais está o espetáculo Pss Pss, da companhia suíça Baccalà. O número, premiado em festivais, recorre à estética do cinema mudo para conduzir a narrativa cênica, explorando recursos visuais e rítmicos que dialogam com a tradição clownesca. Completa o conjunto de atrações internacionais a montagem Yo Soy Américo, da argentina Camila Basterra, que mistura palhaçaria, dança e acrobacias, ampliando a presença feminina e das artes performativas da região. O trio completo se encerra com Embolic, do espanhol Pau Palaus, fundamentado na comunicação não verbal e na prática histórica da palhaçaria para organizar uma narrativa performativa.
Atrações brasileiras e foco na produção local
A participação nacional ganha fôlego com grupos reconhecidos no cenário local e nacional. O mineiro Trampulim apresenta Casamento, espetáculo que parte de referências da cena regional para dialogar com o público por meio de humor, tempo cênico e interação direta com os espectadores. Em conjunto, a Companhia Irmãos Sabatino, de São Paulo, apresenta VaiqueeuVoo, uma projeção de acrobacias aéreas que remete aos pioneiros da aviação, conectando técnica de alto nível a uma leitura poética do voo humano. A curadoria busca, assim, demonstrar a amplitude da produção brasileira dentro de um festival de alcance internacional.
Outra atração de relevância é a inédita Você Me Cai Bem – Variètè Circense, montagem pensada especialmente para esta edição. O espetáculo reúne artistas do Brasil, Colômbia e Argentina em números que transitam entre acrobacia, comicidade, música e poesia visual, evidenciando a ideia de um repertório circense variado que cruza fronteiras e estilos. Além disso, a programação inclui a Mostra Cine Circo, que leva ao público filmes com temática circense como fio condutor, ampliando o repertório audiovisual para os espectadores.
Formação, encontros e experiências para o público
Na esfera pedagógica, o festival oferece oficinas gratuitas, debates sobre gestão cultural e o projeto Passaporte Experimenta Circo, que proporciona ao público a oportunidade de experimentar modalidades como trapézio, tecido acrobático, malabares e outras técnicas em escolas especializadas. Essas atividades visam aproximar o público das práticas circenses, fortalecer a qualificação profissional e fomentar a formação de novos talentos no setor.
A edição marca a estreia do Festival Interno de Escolas de Circo (FIEC), que reunirá seis escolas de Belo Horizonte em um espetáculo coletivo, ampliando a visibilidade da formação na cidade. Além disso, haverá um encontro gratuito na Praça Duque de Caxias, que combinará apresentações circenses com momentos de gastronomia e música, reforçando a ideia de um festival de caráter cultural aberto ao público.
Informações sobre ingressos e acesso
A organização destaca que as atividades em espaços públicos não requerem ingressos, mantendo a gratuidade para facilitar o acesso. Já os espetáculos realizados em teatros, no Mercado de Origem Santa Tereza e nas escolas de circo manterão ingressos a preços populares, buscando equilibrar a qualidade das atrações com a acessibilidade econômica. A programação completa, bem como informações sobre ingressos, estão disponíveis no site oficial do Festival Mundial de Circo.








