A influenciadora digital Virginia Fonseca foi alvo de duas tentativas de notificação por parte do Tribunal do Distrito Federal e dos Territórios (TFDFT) relacionadas a uma ação judicial movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A última tentativa ocorreu no domingo, dia 30 de julho, quando os Correios informaram à Justiça que Virginia não se encontrava no endereço fornecido para a sua residência em Goiânia, Goiás, impossibilitando a entrega da intimação. Essa foi a segunda tentativa de notificação, sendo que a primeira havia acontecido em 30 de julho, quando o documento foi devolvido por insuficiência de endereço.
O processo judicial foi iniciado após o MPDFT acusar Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze de publicidade enganosa relacionada a apostas esportivas. A ação aponta que a influenciadora teria promovido de forma indevida esse tipo de atividade, o que motivou a rescisão do contrato entre ela e a operador de apostas. Além disso, o Ministério Público solicita uma indenização mínima de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, valor que visa compensar possíveis prejuízos à coletividade decorrentes da publicidade considerada ilegal ou abusiva.
Em resposta às acusações, a defesa de Virginia Fonseca emitiu uma nota na época da denúncia, na qual afirmou que as alegações seriam devidamente respondidas nos autos do processo. Os advogados ressaltaram que a petição inicial reconhecia a existência de diligências pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações essenciais para entender a relação de Virginia com a Blaze, bem como sua atuação publicitária. A defesa também criticou a postura do MPDFT, alegando que o órgão poderia ter aguardado a conclusão das investigações internas antes de ingressar com a ação judicial, o que, na visão dos advogados, poderia alterar o rumo do processo.
A nota da defesa reforça que Virginia nega qualquer conluio, atuação predatória ou intenção de prejudicar consumidores, sustentando que a responsabilização civil deve ser fundamentada em provas concretas e não em suposições ou presunções relacionadas à sua condição de pessoa pública. Os advogados afirmaram ainda que a influenciadora confia nas instituições e no Poder Judiciário, e que apresentará todos os esclarecimentos necessários para demonstrar a improcedência dos pedidos do MPDFT.
No mérito, a Blaze também se posicionou, respondendo ao MPDFT em um documento de 75 páginas, no qual negou irregularidades na sua operação. Os advogados da casa de apostas afirmaram que a documentação apresentada comprova que a empresa mantém controles compatíveis com as exigências regulatórias do setor, semelhantes aos adotados por outras operadoras autorizadas a atuar no Brasil.
A situação de Virginia Fonseca evidencia a crescente atenção do Ministério Público e das autoridades regulatórias às atividades de influenciadores digitais que promovem produtos e serviços relacionados ao jogo e apostas esportivas, especialmente diante do impacto potencial na população, incluindo o público mais jovem. O processo ainda está em andamento, e a tentativa de notificação não concluída reforça a complexidade de seu andamento, podendo levar a medidas como a citação por edital caso a influenciadora continue sem ser localizada.









