O jornalista Leo Dias foi um dos principais destaques da cerimônia de entrega do Fofoca Awards, realizada na última quarta-feira, dia 16 de setembro. Durante o evento, ele recebeu três troféus: o de “@ do Ano”, pelo portal LeoDias; o de “Programa de Fofoca TV”, concedido ao programa “Melhor da Tarde”, da Band; e o de “Fofoqueiro do Ano”. Em entrevista concedida à repórter Tati Apocalypse, ao lado da editora-chefe do portal, Alexia Alcantarino, o jornalista comemorou as conquistas e aproveitou a ocasião para refletir sobre os rumos do jornalismo de entretenimento no Brasil.
Ao contrário de edições anteriores, quando costumava subir ao palco sem roteiro, Leo Dias optou por preparar um discurso para a cerimônia deste ano, considerando alguns assuntos de grande relevância. Segundo ele, essa mudança ocorreu para evitar esquecer pontos importantes diante do público. “Eu preparei um discurso pela primeira vez. Todos os anos eu sempre fui no improviso, porque eu acho que se faz necessário, sabe?”, explicou.
Durante sua fala no palco, Leo Dias abordou sua relação com a própria fama. Apesar de sua projeção na televisão e nas redes sociais, ele reforçou que não se considera uma celebridade, mas sim um profissional dedicado à produção e apuração de notícias. “Eu sempre digo que eu sou jornalista. Eu não sou artista, eu sou jornalista”, destacou, reafirmando seu compromisso com a profissão.
O jornalista reconheceu que sua trajetória na televisão contribuiu para que sua imagem se tornasse maior do que os bastidores das notícias. Para ele, tornar-se uma figura central nas histórias que cobre é algo que provoca incômodo. “Eu fiquei famoso graças à televisão e isso ganhou uma proporção, mas a gente tá tentando controlar a partir de agora”, afirmou, sinalizando uma tentativa de manter o foco na ética jornalística.
Leo Dias também comentou sobre a transformação no consumo de notícias impulsionada pelas plataformas digitais. Segundo ele, as redes sociais passaram a ocupar um papel central na comunicação, tornando-se uma das principais fontes de informação para o público. No entanto, o jornalista alertou para os riscos desse ambiente, onde muitas vezes não fica claro quem produz determinado conteúdo ou quais critérios foram utilizados antes de uma informação ser disseminada.
Nesse contexto, Leo Dias fez um apelo aos profissionais da área de fofocas e entretenimento para que se unam na defesa do jornalismo de qualidade. “Eu quero que a gente se una para preservar essa profissão. Porque senão vai virar um ‘balaio de gato’, porque todo mundo se acha fofoqueiro”, afirmou, enfatizando a necessidade de valorização da ética e da formação adequada.
Ele também direcionou críticas às páginas de fofocas que conquistaram grande alcance na internet, ressaltando que quem deseja atuar de forma profissional deve buscar aprimoramento e formação. “Esse jornalismo de Ctrl+C e Ctrl+V não leva ninguém a lugar nenhum”, declarou, referindo-se à prática de copiar e colar conteúdos sem apuração adequada.
Ao receber o prêmio de “@ do Ano” pelo portal LeoDias, Leo Dias fez um discurso de defesa do jornalismo de celebridades. Ele refletiu sobre sua própria exposição, admitindo que passou a se incomodar ao perceber que, além de noticiar, passou a virar notícia. O jornalista criticou perfis que reproduzem conteúdos sem verificar a veracidade, destacou a criação do Grupo LeoDias de Comunicação — que visa fortalecer a profissão e gerar empregos — e manifestou o desejo de abrir espaço para novos talentos na área. Para isso, pediu que, nas próximas edições do Fofoca Awards, seus próprios repórteres sejam indicados, valorizando profissionais que apuram, checam e buscam furos jornalísticos, em contraponto às práticas de disseminação de informações sem responsabilidade.








