O jornalista Okky de Souza faleceu nesta segunda-feira (7), aos 73 anos, conforme confirmação feita pelo repórter Sérgio Martins por meio de suas redes sociais. Reconhecido por sua atuação no jornalismo cultural, especialmente no segmento do rock brasileiro, Okky foi uma figura de destaque na imprensa nacional, tendo contribuído com importantes veículos de comunicação e sendo considerado um dos jornalistas mais relevantes do país na área de cultura.
Durante sua carreira, Okky de Souza trabalhou na primeira edição nacional da revista “Rolling Stone”, nos anos 1970, período em que consolidou sua reputação como um dos principais críticos de música do Brasil. Sua trajetória profissional foi marcada pela dedicação ao jornalismo de cultura, com ênfase na cena do rock nacional, que acompanhou de perto e ajudou a moldar ao longo das décadas.
Um dos momentos mais notáveis de sua carreira ocorreu na década de 2000, quando foi escolhido pelo cantor Roberto Carlos para escrever sua biografia oficial. Segundo relatos, Okky recebeu autorização do artista para atuar como ghost-writer do projeto, deixando claro que o próprio Roberto Carlos seria o autor da obra. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o jornalista afirmou: “É, vou escrever, sim. Mas serei apenas o ghost-writer, o autor será o próprio Roberto”. Apesar dessa autorização, a biografia nunca foi publicada ou lançada oficialmente, permanecendo como um projeto não realizado.
A despedida de Okky de Souza será realizada até as 17h no Velório Crematório Vila Alpina, localizado na cidade de São Paulo. Em nota, Sérgio Martins, que também foi colega de profissão e amigo, destacou a admiração que tinha por ele. Martins afirmou: “Eu o admirava desde os tempos da revista Pop (e depois na Veja) por causa de seus textos leves e o interesse pelo que estava acontecendo de novo no mercado da música. Virei admirador do homem quando trabalhamos juntos e tive o prazer de tê-lo como editor.”
Martins também ressaltou aspectos pessoais de Okky, descrevendo-o como uma pessoa tímida, mas extremamente detalhista e de bom coração. Segundo ele, muitas de suas melhores anedotas do jornalismo vêm do jeito meticuloso e dedicado de Okky, que, infelizmente, nunca teve a oportunidade de registrar todas as suas histórias no papel. Martins concluiu sua homenagem dizendo: “Okky era tímido até a medula, impecável com detalhes (e algumas das minhas melhores anedotas do jornalismo vêm daí) e um sujeito de bom coração. E dono de histórias incríveis que nunca teve a chance de colocar no papel. Vai na paz, mestre.”
A morte de Okky de Souza representa uma perda significativa para o jornalismo cultural brasileiro, especialmente na área de crítica musical, onde sua atuação foi marcada por uma trajetória de dedicação, respeito e influência. Sua contribuição permanece como parte importante da história do jornalismo de cultura no Brasil.








