O cantor e compositor Peppino di Capri, uma das vozes mais icônicas e românticas da música italiana, faleceu na manhã deste sábado, 11 de novembro, na ilha de Capri, aos 86 anos. O artista enfrentava problemas de saúde e estava afastado dos palcos há algum tempo. A família confirmou a notícia à agência de notícias ANSA, mas não divulgou a causa da morte.
O funeral de Peppino di Capri está agendado para este domingo, 12 de novembro, às 17h, na Igreja de Santo Stefano, situada nas proximidades da famosa Piazzetta de Capri. O cantor completaria 87 anos no próximo dia 27 de julho, o que torna sua partida ainda mais significativa para os fãs e admiradores de sua obra.
Nascido Giuseppe Faiella em 1939, Peppino cresceu em uma família de músicos, o que contribuiu para seu talento precoce. Desde os quatro anos, ele já se apresentava tocando piano para soldados americanos que estavam na ilha durante a Segunda Guerra Mundial. Sua carreira de sucesso começou em 1958, quando lançou a canção “Malatia” com sua banda, os Rockers, que misturava influências do rock e do twist americano com a tradicional canção napolitana.
Peppino di Capri foi um dos responsáveis por modernizar a música italiana nas décadas de 1950 e 1960, conquistando o público com seu estilo inovador. Um dos marcos de sua carreira ocorreu em 1965, quando teve a honra de abrir os shows da única turnê dos Beatles na Itália, um feito histórico que solidificou sua posição na cena musical da época.
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Peppino deixou um legado de clássicos que transcenderam fronteiras, incluindo hits como “Champagne”, “Roberta” — uma canção composta para sua primeira esposa —, “Let’s Twist Again” e “Nessuno al Mondo”. Sua contribuição à música foi reconhecida no prestigiado Festival de Sanremo, onde ele se destacou como o artista com mais participações, subindo ao palco em 15 edições. O cantor venceu o festival duas vezes, em 1973 com “Un Grande Amore e Niente Più” e em 1976 com “Non Lo Faccia Più”.
Os últimos anos de sua vida foram marcados pela perda de sua segunda esposa, Giuliana Gagliardi, em 2019, o que afetou profundamente o artista. Apesar de sua reclusão, Peppino continuou a ser homenageado por sua contribuição à música. Em 2023, ele recebeu o Prêmio de Carreira no Festival de Sanremo, e sua trajetória foi eternizada na cinebiografia “Champagne”, que será lançada em 2025 pela emissora estatal Rai.
Sua última aparição pública ocorreu há cerca de um ano, em um evento em sua homenagem, onde foi ovacionado de pé ao interpretar “Champagne”, acompanhado pela banda Capri Rockers, liderada por seu filho Edoardo. Peppino di Capri deixa três filhos: Arrigo, fruto de seu primeiro casamento, e Edoardo e Dario, do matrimônio com Giuliana. A música italiana perde um de seus maiores ícones, cuja obra continuará a ressoar nas gerações futuras.







