O atacante Richarlison ironizou a ida de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos após a derrota na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O jogador do Tottenham, da Inglaterra, publicou uma imagem criada por inteligência artificial na qual aparece retornando a um imóvel localizado em uma ilha de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que é alvo de uma disputa judicial. A postagem recebeu uma provocação de Neymar Jr., que apoiou Flávio Bolsonaro nas eleições.
Na imagem compartilhada por Richarlison, o atleta aparece vestido com a camisa da Seleção Brasileira diante de uma propriedade identificada como “Ilha do Richarlison”. A montagem também mostra Neymar e outros jogadores em uma espécie de comemoração criada por inteligência artificial. Ao publicar o conteúdo, o atacante escreveu: “Então não tem ninguém na ilha?”, em uma referência à saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos.
Neymar reagiu à publicação e ironizou o pedido do colega de profissão. “Próxima vez lê o contrato, seu moleque”, escreveu o camisa 10, acompanhado de um emoji de risada. Richarlison fixou o comentário na publicação. Os dois jogadores são amigos desde as primeiras convocações do atacante do Tottenham para a Seleção Brasileira. Richarlison, inclusive, tem o rosto de Neymar tatuado nas costas.
Disputa envolve imóvel de luxo em área da União
A brincadeira entre os atletas está relacionada a uma disputa judicial envolvendo um imóvel de luxo situado na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. A área pertence à União, e Richarlison afirma ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição dos direitos de posse da propriedade entre 2020 e 2021.
Segundo o jogador, Flávio Bolsonaro teria demonstrado interesse em comprar o imóvel. Richarlison, no entanto, afirma que recusou a negociação. Depois disso, os direitos sobre a área foram transferidos judicialmente para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do candidato derrotado nas eleições.
Tomaz sustenta que adquiriu os direitos da propriedade de forma legal. A defesa do advogado também alega que o grupo ligado a Richarlison teria negociado com pessoas que não possuíam legitimidade para tratar do imóvel. Essa é a base da contestação apresentada no processo que envolve a posse da área.
Flávio Bolsonaro nega ter participado do negócio. O senador afirma que foi incluído no processo apenas na condição de testemunha e rejeita a versão de que teria adquirido ou negociado diretamente os direitos sobre a propriedade. A disputa, portanto, permanece centrada na validade das transações e na legitimidade dos envolvidos na transferência da posse.








