A bancada do PT fechou acordo para apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos) à presidência da Câmara dos Deputados. A decisão foi aprovada em reunião dos parlamentares do partido e deve ser anunciada formalmente até quarta-feira (28).
O apoio petista desta vez não será acompanhado de condições ou compromissos específicos. A definição representa uma mudança em relação à eleição anterior, quando o partido vinculou o respaldo a Motta ao pedido para que o deputado não colocasse em votação a proposta de anistia.
Na avaliação do PT para a disputa de 2026, não há, até o momento, um movimento do PL em favor de uma pauta específica que contrarie a posição do governo. Por esse motivo, os parlamentares petistas consideraram desnecessário repetir a exigência feita na eleição passada.
A decisão amplia o grupo de partidos alinhados à permanência de Motta no comando da Câmara. O presidente da Casa deverá disputar novamente o cargo na eleição do ano que vem, e o apoio formal do PT reforça sua articulação política dentro do Legislativo.
Partidos de centro também avaliam que a recondução do deputado não deverá enfrentar dificuldades. Um blocão composto por sete legendas desse campo político reúne 245 deputados e já declarou apoio à candidatura de Motta.
O número de parlamentares ligados ao PT também será ampliado pela participação das demais siglas que integram a federação partidária da qual o partido faz parte. Considerando o PT, o PCdoB e o PV, o grupo deverá contar com 88 deputados no ano que vem.
A soma dos apoios anunciados até agora indica que Motta inicia a articulação para a próxima eleição com respaldo expressivo entre diferentes setores da Câmara. De um lado, está o blocão de centro, com 245 deputados. De outro, a federação formada por PT, PCdoB e PV, que reunirá 88 parlamentares.
O acordo petista também elimina, nesta etapa, a necessidade de associar o apoio à presidência da Câmara a uma pauta determinada. Na eleição anterior, a proposta de anistia foi o principal ponto mencionado pelo partido nas negociações. Para 2026, a ausência de uma iniciativa do PL que desafie diretamente o governo mudou a avaliação da bancada.
A formalização do apoio deverá ocorrer até quarta-feira (28). Até lá, a decisão já foi chancelada internamente pelos parlamentares do PT, que deverão comunicar publicamente a posição da bancada dentro do prazo previsto.








