Tadeu Schmidt expressou seu pesar pela morte de Renato Machado, destacando a influência que o jornalista teve em sua carreira. Renato faleceu na manhã de quinta-feira, 16 de novembro, aos 83 anos. Schmidt, que foi apresentador do “Bom Dia Brasil” sob a supervisão de Machado, ressaltou a abertura do colega para inovações no formato do programa. Além de Schmidt, outros jornalistas da TV Globo, como Leilane Neubarth, Renata Vasconcellos, Márcio Gomes e William Bonner, também prestaram homenagens.
Em suas declarações, Tadeu recordou que Renato era o editor-chefe do “Bom Dia Brasil” quando ele assumiu a apresentação do bloco esportivo, marcando sua primeira experiência como apresentador titular. “Lembro com gratidão que o Renato sempre apoiava nossas ideias. Ele estava disposto a experimentar novidades e até mesmo as ideias mais ousadas que apresentávamos”, afirmou Schmidt. Ele enfatizou a personalidade acolhedora de Machado, que, apesar de sua longa trajetória no jornalismo da Globo, sempre se mostrou receptivo ao novo. “As interações ao vivo com ele eram sempre espirituosas e divertidas. Obrigado por tudo, Renato. Descanse em paz”, concluiu.
Renato Machado, que dedicou mais de 40 anos de sua vida à TV Globo, foi um dos principais nomes do jornalismo brasileiro. Ele começou sua carreira em 1969 como repórter do “Jornal do Brasil” e, após 13 anos, ingressou na Globo. Durante sua trajetória, destacou-se na cobertura de eventos significativos, como a Guerra das Malvinas, em 1982, e se tornou correspondente internacional em Londres em 1983. Entre suas principais reportagens estão os atentados terroristas em Paris e o desastre nuclear de Chernobyl, ambos em 1986.
No “Bom Dia Brasil”, Machado atuou como apresentador e editor-chefe entre 1996 e 2010, período em que contribuiu para a reformulação do programa. Inicialmente, ele dividiu a apresentação com Leilane Neubarth e, posteriormente, com Renata Vasconcellos. Após retornar ao Brasil em 1988, Renato passou a trabalhar como repórter especial da Globo, antes de retomar suas funções como correspondente internacional em 2011. Durante esse período, ele esteve à frente da cobertura de eventos como os ataques terroristas ao jornal francês Charlie Hebdo, em 2015, e a crise econômica na Grécia.
Nos últimos anos, Renato Machado também compartilhou sua paixão por vinhos e outros interesses em seu canal no YouTube, aproximando-se do público de uma maneira mais pessoal. A causa de sua morte não foi divulgada, mas ele estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Em nota, a unidade de saúde lamentou o falecimento do jornalista e expressou suas condolências à família. A perda de Renato Machado representa um marco na história do jornalismo brasileiro, deixando um legado de profissionalismo e inovação.







