O jornalista William Bonner lamentou a morte de Renato Machado, ocorrida nesta quinta-feira, 16 de novembro de 2023, aos 83 anos. Em uma homenagem nas redes sociais, Bonner compartilhou um vídeo em que recorda uma conversa com Machado, realizada em 2 de fevereiro de 2015, na qual questiona o colega sobre a cobertura jornalística que mais o marcou ao longo da carreira.
No vídeo, Renato Machado recordou uma experiência na Islândia, um país que, segundo ele, é de difícil acesso, exigindo voos de Londres ou de capitais escandinavas. Ele destacou um encontro histórico entre líderes mundiais durante a Guerra Fria, quando o mundo estava dividido entre o Ocidente e o bloco comunista liderado pela União Soviética. “Eram chefes de Estado que dividiam o mundo na época”, explicou Renato, referindo-se à importância do evento que cobriu.
Além do vídeo, William Bonner também postou uma imagem em preto e branco de Renato Machado, simbolizando o luto pela perda de um grande colega de profissão. Renato Machado foi um dos ícones do jornalismo brasileiro, com uma carreira que se estendeu por mais de quatro décadas na TV Globo, onde se destacou como apresentador e repórter.
Machado iniciou sua trajetória na televisão em 1969, como repórter do “Jornal do Brasil”, e, em 1982, ingressou na TV Globo. Ao longo de sua carreira, ele apresentou importantes telejornais, incluindo o “Jornal da Globo”, o “RJTV” e fez parte da bancada do “Jornal Nacional”. De 1996 a 2010, atuou como apresentador e editor-chefe do “Bom Dia Brasil”, onde foi fundamental na reformulação do programa, inicialmente dividindo a apresentação com Leilane Neubarth e, posteriormente, com Renata Vasconcellos.
Durante sua carreira na Globo, Renato Machado se destacou por suas coberturas internacionais, incluindo a Guerra das Malvinas, em 1982, e o desastre nuclear de Chernobyl, em 1986. Após um período como correspondente em Londres, ele voltou ao Brasil e passou a atuar como repórter especial. Em 2011, retornou a Londres, onde cobriu eventos significativos, como os atentados terroristas ao jornal francês Charlie Hebdo, em 2015, e a crise econômica na Grécia.
Nos últimos anos, Renato utilizou suas redes sociais para compartilhar sua paixão por vinhos, podcasts e outros conteúdos, além de manter um canal no YouTube. A causa de sua morte ainda não foi divulgada, mas informações indicam que ele estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A perda de Renato Machado representa um marco na história do jornalismo brasileiro, deixando um legado significativo para as futuras gerações de jornalistas.








