A cantora Preta Gil, que faleceu há um ano, deixou um legado significativo por meio de arquivos inéditos que serão exibidos em um filme dedicado à sua vida. Intitulado “Preta – Eu não ando só”, o longa-metragem será exibido nesta noite, logo após a novela “Quem Ama Cuida”, na TV Globo, com previsão de início por volta das 22h25.
Em um dos vídeos inéditos veiculados pelo programa “Fantástico”, Preta compartilha sua visão sobre a importância de registrar sua experiência. “Não dá para passar por tudo que estou passando e não registrar por um bem maior, sabe? Pra ajudar pessoas, pra abrir debates e não tem roteiro, né?”, afirmou a artista. As imagens que compõem o documentário foram capturadas não apenas pela própria cantora, mas também por amigos e familiares.
A diretora artística Monica Almeida revelou que a ideia de documentar sua jornada partiu de Preta. “Ela ligou e falou: ‘Quero fazer um documentário e quero registrar tudo isso que estou passando. Não posso passar por isso sem filmar'”, relatou Almeida em entrevista ao programa dominical. A diretora do filme, Patrícia Kogut, acrescentou que as imagens revelam um lado íntimo da cantora em um dos momentos mais desafiadores de sua vida. “Essas imagens eram amadoras, mas também um gesto de amizade e amor, convidando a gente para uma intimidade que, talvez, se não fôssemos convidados por ela, nunca teríamos coragem de penetrar”, disse Kogut.
Amigos próximos de Preta, como Soraya Rocha, relataram que a cantora sempre enfatizava a necessidade de filmar os momentos que estava vivenciando. “Ela merecia que a gente falasse dela, e que tivesse um documentário falando dela. E que a gente seja esse canal de mantê-la existindo”, declarou Ivete Sangalo, destacando a relevância do projeto.
Gilberto Gil, pai de Preta, expressou sua dor pela perda da filha. “A falta que ela faz de filha que se foi… é uma coisa que não vai desaparecer nunca”, refletiu. Flora Gil, mãe da cantora, complementou: “A falta da Preta na minha vida é todos os dias. A presença da saudade não vai acabar”. Malu Barbosa, amiga que acompanhou Preta durante seu tratamento, sublinhou a importância do apoio mútuo entre amigos em momentos difíceis.
Conforme o influenciador Duuh Marinho, a presença de Preta no hospital era marcada por um ambiente acolhedor, onde ela reunia entre 20 e 30 pessoas, criando um clima que muitos descreviam como “o camarote da Preta Gil”.
Além do filme, a TV Globo também irá exibir a série “Meu nome é Preta”, que contará com quatro episódios. A diretora Mini Kerti explicou que a série abordará a trajetória da cantora, destacando suas múltiplas facetas: “A Preta produtora, a Preta agente, a Preta diretora de videoclipe, a Preta cantora, a Preta mãe, a Preta avó, a Preta filha”. Kerti definiu Preta como “uma mulher resiliente, batalhadora e que inspira a gente, porque é uma pessoa que nunca desistiu. Preta é lição de vida”.
Dessa forma, tanto o filme quanto a série prometem celebrar a vida e a obra de Preta Gil, mantendo viva sua memória e legado entre os fãs e admiradores.






