A Copa do Mundo de 2026 ainda não terminou, mas já mudou o tamanho de vários jogadores no mercado internacional. Alguns chegaram ao torneio já valorizados por temporadas fortes nos clubes. Outros aproveitaram a vitrine mundial para chamar atenção de gigantes europeus, aumentar o interesse de patrocinadores e entrar de vez no radar do mercado da bola.
Apesar disso, ainda é cedo para falar em um “ranking definitivo” de valorização pós-Copa. O Transfermarkt, uma das principais plataformas de valor de mercado do futebol, ainda não publicou a atualização final do torneio. O próprio site trata a próxima revisão da Copa para o dia 22 de julho.
Na prática, isso significa que a valorização já confirmada vem de dois caminhos: aumento de valor antes da bola rolar e negociações ou interesses de mercado surgidos durante a competição.
Yan Diomande chegou como uma das maiores altas do ano
Um dos nomes mais valorizados antes da Copa foi Yan Diomande, atacante da Costa do Marfim e jogador do RB Leipzig. Segundo o jornal AS, o jovem de 19 anos saiu de uma avaliação de € 1,5 milhão para € 90 milhões em cerca de um ano, tornando-se uma das maiores altas recentes do Transfermarkt.
A valorização veio depois de boa temporada na Alemanha, com 13 gols e 9 assistências em 36 jogos. Antes mesmo do Mundial, clubes como Liverpool e PSG já apareciam como possíveis interessados. Na Copa, Diomande também virou assunto por causa da campanha da Costa do Marfim, que avançou ao mata-mata pela primeira vez.
Ismael Saibari transforma boa Copa em transferência gigante
Ismael Saibari é um dos casos mais concretos de valorização durante a Copa. O jogador do Marrocos, que defendia o PSV, acertou transferência para o Bayern de Munique em uma negociação que pode chegar a € 55 milhões, segundo a Reuters.
O desempenho no Mundial ajudou a reforçar a imagem do jogador. Saibari marcou nas vitórias do Marrocos contra Escócia e Haiti e ainda converteu o pênalti decisivo contra a Holanda, na fase de mata-mata. Com isso, saiu da Copa como um dos nomes mais fortes da seleção marroquina e já com destino definido para um dos maiores clubes da Europa.
Rayan virou vitrine brasileira mesmo com eliminação
Entre os brasileiros, Rayan foi um dos jogadores que chegaram ao Mundial em alta. O atacante de 19 anos aparece avaliado em € 60 milhões pelo Transfermarkt e teve uma das maiores altas de mercado desde o início de 2026, com crescimento de € 35 milhões.
O jogador ganhou espaço na Seleção Brasileira e foi titular contra a Noruega, nas oitavas de final. Apesar da eliminação do Brasil, a presença em um jogo decisivo de Copa reforça o peso do atleta no mercado.
Johan Manzambi entra no radar europeu
Johan Manzambi, da Suíça, também aparece entre os nomes que mais ganharam vitrine no torneio. O meia de 20 anos, jogador do Freiburg, já é avaliado em € 50 milhões pelo Transfermarkt.
Na Copa, ele passou de opção no banco a peça importante da seleção suíça. Segundo a Reuters, Manzambi chegou às oitavas com três gols e duas assistências, sendo apontado como um dos principais motores ofensivos da Suíça.
Michael Olise já era caro, mas ficou ainda mais forte
Michael Olise, da França e do Bayern de Munique, já era um jogador de elite antes da Copa. O Transfermarkt o coloca entre os mais valiosos do torneio, com valor de mercado de € 150 milhões.
Mesmo assim, o Mundial pode colocá-lo em outro patamar. O atacante francês virou um dos garçons da competição. O Transfermarkt destacou que Olise chegou a seis assistências em quatro jogos, ficando perto de marcas históricas em Copas.
A força do ataque francês também impressiona. Mbappé, Dembélé e Olise formaram um trio de enorme impacto, com gols e assistências em sequência, colocando a França entre as seleções mais fortes da Copa.
Ayyoub Bouaddi chama atenção de gigantes
Outro nome que ganhou mercado foi Ayyoub Bouaddi, jovem meia do Marrocos. O jogador virou alvo de clubes da Premier League, e o Lille já teria colocado uma pedida próxima de € 100 milhões, segundo a imprensa inglesa.
Bouaddi representa bem o efeito Copa: um jogador jovem, técnico, com boa leitura de jogo e atuação forte em uma seleção competitiva. Mesmo que a valorização oficial ainda dependa da atualização dos sites especializados, o interesse de grandes clubes já mostra que o torneio aumentou seu peso no mercado.
Bazoumana Touré fecha transferência para a Premier League
Bazoumana Touré, também da Costa do Marfim, é outro exemplo de jogador que saiu do Mundial com mercado aquecido. O Newcastle anunciou a contratação do ponta, e a Reuters informou que a imprensa britânica estima o acordo em cerca de £ 43 milhões.
O atleta disputou três partidas na Copa pela Costa do Marfim, que caiu na fase de 32 avos diante da Noruega. Mesmo com eliminação precoce, o torneio ajudou a manter o jogador sob holofotes internacionais.
Folarin Balogun viveu Copa de altos e baixos
Folarin Balogun, dos Estados Unidos, também se valorizou esportivamente no torneio, embora tenha vivido um episódio negativo. O atacante marcou três gols na Copa e foi decisivo na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, mas acabou expulso e ficou fora do jogo seguinte.
Ainda assim, o desempenho reforçou sua condição de protagonista do ataque americano. Em Copas do Mundo, gols pesam muito na construção de mercado, especialmente para atacantes jovens e com boa margem de evolução.
Vozinha é o caso mais curioso: valorização de imagem
Nem toda valorização acontece apenas em euros. O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, virou uma das histórias mais curiosas da Copa. Aos 40 anos, ele ganhou fama mundial após grande atuação contra a Espanha, com sete defesas e prêmio de melhor em campo.
A MarketWatch apontou que o goleiro se transformou em fenômeno de redes sociais, com salto enorme de seguidores e valor de mídia estimado em milhões de dólares. O caso não significa necessariamente aumento imediato de valor de transferência, já que a idade pesa contra ele no mercado tradicional, mas mostra como a Copa pode transformar a imagem pública de um atleta.
Artilheiros nem sempre são os que mais valorizam
A artilharia da Copa tem nomes gigantes como Mbappé, Haaland e Messi, todos com sete gols até esta segunda-feira (6). Mas, no mercado, nem sempre os maiores artilheiros são os que mais valorizam. Jogadores consagrados já chegam ao torneio com valores muito altos, enquanto jovens ou nomes menos conhecidos têm mais espaço para salto.
Por isso, os casos mais fortes de valorização nesta Copa envolvem atletas como Saibari, Diomande, Rayan, Manzambi, Bouaddi, Touré e Balogun. Eles misturam juventude, desempenho, exposição internacional e interesse de clubes grandes.
A atualização definitiva dos valores deve mostrar quem realmente transformou a Copa em dinheiro no mercado. Mas uma coisa já é clara: o Mundial de 2026 virou uma vitrine poderosa para uma nova geração de jogadores.










