O Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0 neste domingo (1º/11), no Nubank Parque, e largou na frente na semifinal da Copa do Brasil. Após a partida, o diretor executivo de futebol do clube carioca, Admar Lopes, classificou a atuação da arbitragem como “vergonhosa” e questionou decisões tomadas durante o confronto, além da falta de intervenção do VAR em lances considerados decisivos.
Com o resultado, o Palmeiras abriu vantagem na disputa por uma vaga na final da competição. O gol da equipe paulista foi marcado por Maurício ainda no primeiro tempo. O Vasco, por sua vez, terminou o jogo insatisfeito com a condução da arbitragem e apontou dois episódios principais: a expulsão de Saldivia, após receber dois cartões amarelos, e um possível pênalti não marcado em um lance envolvendo Alexander Barboza.
Na avaliação de Admar Lopes, os erros tiveram peso significativo em uma partida de tamanha importância. O dirigente afirmou que uma semifinal da Copa do Brasil exige atenção especial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na escolha dos árbitros, sob o risco de a definição de um dos finalistas ser influenciada por decisões equivocadas.
“Uma atuação completamente vergonhosa. Em uma decisão de uma semifinal da Copa do Brasil temos que apelar para a CBF ter muito cuidado com as nomeações, porque aqui pode-se ter decidido um dos finalistas por esses erros grotescos”, declarou o diretor executivo do Vasco após o duelo.
Dirigente questiona critérios adotados pela arbitragem
Além dos lances que resultaram na expulsão de Saldivia e no pedido de pênalti, Admar Lopes reclamou do que considerou falta de uniformidade na aplicação dos cartões. Segundo ele, Colidio participou de uma jogada de transição no início da partida, com possibilidade de gol, mas não foi advertido com cartão amarelo.
O dirigente comparou esse lance à primeira advertência recebida por Saldivia. Na visão de Admar, o jogador vascaíno foi punido em uma jogada que envolveu uma falta e um empurrão no meio-campo, sem risco imediato à meta adversária. Para ele, a diferença de tratamento entre os episódios evidenciou uma “dualidade de critérios” por parte da arbitragem.
“Há uma situação logo no início, no primeiro minuto, do Colidio, em um lance de transição e perigoso, uma oportunidade de gol, e ele sequer deu o cartão amarelo. No lance do primeiro cartão amarelo do Saldivia, há uma falta, um empurrão no meio do campo. Um lance sem qualquer perigo. Uma dualidade de critérios gritante”, afirmou.
Vasco também critica atuação do VAR
Admar Lopes direcionou parte das críticas à equipe responsável pelo árbitro de vídeo. O português questionou a ausência de revisão nos dois lances considerados capitais pelo Vasco: o segundo cartão amarelo de Saldivia e o possível pênalti por toque de mão de Barboza, em uma jogada que também envolveu Lescano.
“O que o VAR está fazendo no futebol? Os senhores do VAR vieram de Santa Catarina passar o final de semana em São Paulo e não fizeram o trabalho deles. O VAR serve como auxílio da arbitragem. Dois lances capitais, o segundo amarelo do Saldivia e um lance de pênalti da mão do Barboza com Lescano”, declarou o dirigente.
Ao final da entrevista, Admar Lopes voltou a pedir atenção da CBF para a escolha da arbitragem do segundo jogo da semifinal. O diretor do Vasco afirmou que decisões como as contestadas após a derrota prejudicam a imagem da competição e do futebol brasileiro.
“Apelo à CBF para ter bastante cuidado na nomeação do jogo da volta, porque estes erros capitais só envergonham o futebol brasileiro”, concluiu.









