Após a vitória por 1 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, no último sábado, em jogo adiado da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG se prepara para uma sequência intensa de compromissos que inclui a continuidade na competição nacional e as semifinais das copas Sul-Americana e Copa do Brasil. Com 43 pontos conquistados e atualmente na sétima colocação do Brasileirão, o clube mineiro está a 14 pontos do Grêmio, que ocupa a 17ª posição e se encontra na zona de rebaixamento. Com apenas dez rodadas restantes na competição, o Atlético projeta um final de ano mais tranquilo em relação à permanência na Série A, podendo concentrar esforços nas disputas de mata-mata.
A programação do clube inclui partidas importantes antes do confronto de ida contra o Montevideo City Torque, marcado para o dia 14 de outubro na Arena MRV. Até lá, o time enfrenta o Athletico-PR nesta quinta-feira (8/10), fora de casa, e o Santos no domingo (11/10), em jogo que será realizado como mandante. Essas partidas, especialmente a de domingo contra o Santos, podem influenciar a estratégia do técnico Eduardo Domínguez, que pode optar por poupar alguns jogadores para preservar o elenco para as semifinais das copas.
A estratégia de gestão de elenco do treinador argentino tem sido evidente ao longo do retorno do Atlético após a pausa para a Copa do Mundo. Em várias ocasiões, Domínguez realizou alterações na equipe titular, buscando equilibrar o desempenho no Campeonato Brasileiro com a preparação para os mata-matas. Antes do jogo de ida contra o Red Bull Bragantino nas oitavas da Copa Sul-Americana, o Atlético enfrentou o Remo pelo Brasileirão, no Mangueirão, sem Renan Lodi, suspenso, e optou por iniciar a partida com Vitor Hugo, Preciado, Cissé e Minda, deixando de lado Lyanco, Natanael, Victor Hugo (que na época era titular) e Cuello.
Na partida de volta contra o Bragantino, o técnico também fez mudanças na escalação, poupando nomes como Natanael, Maycon, Bernard e Reinier, além de iniciar com jogadores como Preciado, Cissé, Igor Gomes e Mateo Cassierra. Essa rotina de rodízio se repetiu em outros confrontos de mata-mata, como na fase contra o Internacional, antes do confronto contra o Cruzeiro na Copa do Brasil, onde Domínguez deixou alguns titulares no banco e escalou uma equipe alternativa, incluindo Vitão, Pascini, Tomás Perez, Cissé, Minda e Borbas.
Nos duelos seguintes, contra o Santos, São Paulo e Fluminense, o treinador também adotou estratégias de descanso, poupando jogadores como Vitor Hugo, Fred, Lyanco, Lodi e Maycon em diferentes momentos. Essa tendência indica que, no jogo contra o Santos, marcado para domingo, há uma forte possibilidade de que o técnico opte por uma equipe com alguns jogadores reservas, visando preservar o elenco para os confrontos decisivos contra o Montevideo City Torque.
Além da gestão tática, o período também será crucial para a recuperação de atletas que estão no departamento médico, como Everson, que sofreu uma fratura no pé esquerdo, Ruan Tressoldi, que apresenta lesão no músculo posterior da coxa esquerda, e Gustavo Scarpa, que também trata de uma lesão muscular na coxa direita. A evolução desses jogadores será determinante para a formação do elenco na fase decisiva do calendário.
Diante desse cenário, a administração do Atlético-MG busca equilibrar a manutenção do ritmo competitivo na Série A com a preparação adequada para os mata-matas, adotando uma estratégia de poupança de jogadores-chave nas próximas partidas, especialmente na que antecede o confronto contra o Montevideo City Torque. Essa abordagem visa assegurar o melhor desempenho possível nas competições internacionais e nacionais, ao mesmo tempo em que busca garantir a permanência na elite do futebol brasileiro.








