O Atlético retornou do Uruguai com a classificação assegurada para a final da Copa Sul-Americana, após eliminar o Montevideo City Torque na semifinal. Apesar do resultado positivo e do objetivo alcançado, o time demonstrou sinais de fragilidade defensiva que preocupam para os próximos desafios da temporada, especialmente na final contra o Boca Juniors, da Argentina.
Com uma vantagem de 3 a 0 construída na partida de ida, o Atlético entrou em campo com a vantagem de jogar pelo empate na volta. No entanto, o time uruguaio pressionou intensamente nos primeiros minutos, especialmente na bola aérea, que voltou a ser um ponto vulnerável para os mineiros. Aos 12 minutos, após cobrança de escanteio, uma falha individual de Alan Franco, que também foi expulso na partida, abriu espaço para o Montevideo City Torque ameaçar o gol atleticano. Obregón, na pequena área, finalizou com perigo, mas Delfim realizou uma defesa importante para evitar o gol uruguaio.
Na etapa complementar, o domínio do time de Montevideo continuou, especialmente na estratégia de explorar cruzamentos. Aos 21 minutos, Kevin Silva, em cabeceio no meio de dois zagueiros do Atlético, quase marcou, mas a bola saiu por cima da meta. A insistência do adversário na bola aérea acabou sendo decisiva para o resultado final. Aos 44 minutos, Lyanco não conseguiu afastar uma bola lançada na área, e Kevin Silva aproveitou a sobra para marcar o primeiro gol do City Torque. Nos minutos finais, aos acréscimos, Montes cobrou escanteio e Kagelmacher, no alto, cabeceou para ampliar o placar, consolidando a vitória por 2 a 0 na partida de volta.
Apesar do revés, a classificação do Atlético foi confirmada pelo saldo de gols favorável, garantindo a vaga na final da competição continental. Contudo, os erros defensivos, particularmente nas bolas aéreas, acendem um alerta para o confronto decisivo contra o Boca Juniors, programado para 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia. O time argentino demonstrou força na bola aérea na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, na semifinal, com Lautaro Blanco cobrando escanteio e Lautaro Di Lollo cabeceando com precisão para iniciar a recuperação do Boca.
A equipe atleticana terá, portanto, um período de preparação para corrigir as falhas defensivas e reforçar a marcação na área, especialmente contra adversários que exploram a jogada aérea com eficácia. A final da Sul-Americana representa uma oportunidade histórica de conquistar o título continental, mas a equipe precisa aprimorar sua organização defensiva para superar um adversário de peso como o Boca Juniors e alcançar o sucesso na competição.







