A contratação do volante Fred pelo Atlético, anunciada nesta sexta-feira (14/8), representou uma conquista aguardada pela diretoria e pela torcida do clube, que há anos sonhava com o retorno do jogador à equipe. Aos 33 anos, com vasta experiência no futebol nacional e internacional, incluindo passagens pela seleção brasileira, Fred assumirá a camisa 7, vaga deixada por Hulk, que saiu do clube após uma passagem marcante. A história da numeração no clube revela nomes que deixaram uma marca significativa na trajetória do Atlético, consolidando a camisa 7 como símbolo de destaque e sucesso.
O mais recente ícone a usar a camisa 7 foi Hulk. Contratado pelo Atlético no início de 2021, o atacante se destacou por sua contribuição em momentos históricos do clube, incluindo conquistas como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil de 2021, além da Supercopa do Brasil de 2022. Durante sua passagem, Hulk marcou 140 gols em 311 jogos, além de fornecer 56 assistências, totalizando 196 participações diretas em gols, números que ilustram sua importância no elenco. Apesar de uma saída conturbada, Hulk é considerado um dos maiores nomes na história do clube, tendo deixado um legado de conquistas e desempenho de destaque.
Antes dele, outro nome de peso que vestiu a camisa 7 foi Jô. O centroavante atuou pelo Atlético entre 2012 e 2015, período em que se consolidou como um dos principais artilheiros do clube na década. Jô participou de 127 jogos e marcou 39 gols, contribuindo para a conquista de cinco títulos oficiais, incluindo a Libertadores de 2013, na qual marcou um dos gols na final, além de títulos nacionais e estaduais. Sua parceria com Ronaldinho Gaúcho foi marcante, e muitos de seus gols mais memoráveis ocorreram a partir de jogadas do craque, reforçando sua importância na história recente do clube.
Outro nome de destaque na história do Atlético é Guilherme Alves, que utilizou a camisa 7 em duas passagens pelo clube, de 1999 a 2002 e em 2003. Com 205 jogos e 139 gols, Guilherme é o sétimo maior artilheiro da história do clube, tendo conquistado o Campeonato Mineiro de 2000 e sido o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2000, com 28 gols na competição. Atualmente, ele ocupa o cargo de diretor técnico do Atlético, evidenciando sua continuidade na relação com o clube desde sua carreira como jogador.
Valdir Bigode também teve duas passagens pelo Atlético, sendo uma delas na qual utilizou a camisa 7, entre 1997 e 1999, e posteriormente entre 2000 e 2001, quando o número foi herdado por Guilherme Alves. Bigode destacou-se ao formar dupla de ataque com Marques, contribuindo para a conquista da Copa Conmebol, o segundo título internacional do clube na época. Ele jogou 111 partidas pelo Atlético, marcando 57 gols e conquistando dois títulos oficiais, o da Copa Conmebol e a Copa Centenário de Belo Horizonte.
Nos anos 80 e 90, a camisa 7 foi bastante utilizada pelo atacante Sérgio Araújo, revelado nas categorias de base do próprio clube. Com várias passagens pelo Atlético, ele atuou em 360 jogos, marcou 58 gols e conquistou sete títulos, incluindo o destaque no Campeonato Mineiro de 1987. Sua performance o levou a ser convocado para as seleções brasileiras pré-olímpica e principal naquele ano, consolidando seu nome na história do clube.
A trajetória desses jogadores evidencia a importância da camisa 7 na história do Atlético, uma numeração que se tornou símbolo de atacantes de destaque e que, agora, ganha um novo capítulo com a chegada de Fred.








