Encontrar uma camisa do Montevideo City Torque nas ruas de Montevidéu permanece uma tarefa difícil, mesmo em um momento de destaque na história do clube. Com a classificação inédita para as semifinais da Copa Sul-Americana, o adversário do Atlético Mineiro na competição continental, o clube ainda enfrenta resistência e pouco reconhecimento na capital uruguaia, refletido na baixa circulação de seus produtos oficiais na cidade.
A equipe, fundada em 2007, é uma das mais jovens do futebol uruguaio e, apesar do crescimento recente impulsionado pelo investimento estrangeiro do Grupo City, ainda luta para conquistar espaço entre os torcedores locais. Uma reportagem realizada por O TEMPO Sports percorreu diversos pontos comerciais e lojas de artigos esportivos em Montevidéu, mas não encontrou uma única camisa do Torque à venda. As vitrines e prateleiras das lojas especializadas continuam dominadas por marcas dos dois clubes mais tradicionais do país, Peñarol e Nacional, que possuem uma presença consolidada e ampla aceitação na sociedade uruguaia.
Segundo Robert Nuña, vendedor de uma das lojas visitadas, o clube ainda é considerado muito novo para conquistar uma grande base de torcedores no Uruguai. Ele explicou que o fato de o Torque ter sido criado há pouco tempo e não possuir uma história tão consolidada como os rivais tradicionais, como Peñarol, Nacional ou mesmo o Danubio, limita sua visibilidade e comercialização de produtos. Nuña destacou, contudo, que o clube vem realizando um bom trabalho de crescimento e que, com o tempo, espera-se uma ampliação na sua popularidade.
A resistência à adoção do Torque entre os torcedores também se reflete na quantidade de produtos disponíveis e na presença de público nos jogos. Apesar de enfrentar o Atlético no Estádio Centenário, maior estádio do Uruguai, com capacidade para cerca de 50 mil espectadores, a expectativa é de que menos de 10% desse total esteja presente na partida de volta da semifinal da Sul-Americana, marcada para esta quarta-feira, 21 de outubro, às 19h (horário de Brasília).
O jogo de volta traz uma situação delicada para o clube uruguaio. Após uma derrota por 3 a 0 na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Torque precisa vencer por três gols de diferença para levar a decisão às penalidades ou por quatro ou mais para garantir sua classificação direta à final da competição. A partida representa uma oportunidade histórica para o clube, que busca consolidar sua presença no cenário internacional, apesar das dificuldades de popularidade e de mercado de produtos oficiais na sua própria cidade.








