O goleiro Everson, considerado um dos maiores ídolos da história do Atlético Mineiro, relembrou nesta quinta-feira (1/10) um dos momentos mais difíceis de sua trajetória no clube, a derrota na final da Copa Libertadores de 2024. Na ocasião, o Galo enfrentou o Botafogo, perdeu por 3 a 1, mesmo após a expulsão do jogador adversário Gregore logo no início do jogo. Em entrevista ao Charla Podcast, Everson comentou sobre a decisão do técnico Gabriel Milito de manter a equipe sem alterações táticas após a expulsão, além de refletir sobre o impacto emocional daquele dia.
A final da Libertadores de 2024 foi marcada por um cenário de dificuldades para o Atlético, que enfrentava um adversário em melhor fase no momento. Antes do confronto, o Botafogo apresentava uma campanha mais sólida, com maior confiança e desempenho consistente no Campeonato Brasileiro, enquanto o Atlético vinha de boas atuações nas copas, chegando a duas decisões, mas enfrentando instabilidade no Brasileirão. Segundo Everson, a análise pré-jogo indicava que o estilo de jogo do Botafogo explorava a saída de Gregore, que avançava bastante pelos lados, pressionando a equipe mineira, embora isso também criasse espaços para contra-ataques.
Everson explicou que, após a expulsão de Gregore, a estratégia do Atlético mudou para um jogo mais reativo, com a equipe adotando uma postura de marcação forte e buscando explorar os contra-ataques. Ele destacou que a expulsão foi uma situação rara, que exigiu preparação para diferentes cenários, e que a decisão do técnico Gabriel Milito de manter o time no mesmo esquema durante o intervalo foi uma escolha baseada na confiança na vantagem de jogar com um jogador a mais. O goleiro também reconheceu que, talvez, uma alteração na formação pudesse ter resultado em uma melhora no primeiro tempo, mas que, infelizmente, o jogo já havia se desenhado de uma forma desfavorável, levando à derrota.
O segundo tempo, segundo Everson, foi melhor para o Atlético, que conseguiu diminuir o placar com um gol de Vargas e criar chances de empatar, incluindo uma oportunidade clara com Vargas. No entanto, o empate não veio, e o Botafogo ampliou o placar, consolidando a vitória por 3 a 1. Para o goleiro, aquele dia foi o mais difícil de sua carreira, uma experiência que ele descreve como o pior momento que viveu com a camisa do Atlético.
Everson relatou que, ao final do jogo, a atmosfera no vestiário era de tristeza profunda, comparando o sentimento a um velório, com uma sensação de perda semelhante à de alguém que perdeu um ente querido. Ele afirmou que, naquele momento, ninguém conseguiu encarar o outro nos olhos, tamanha a vergonha e o pesar pelo resultado. A derrota na final da Libertadores de 2024 foi, para o goleiro, uma oportunidade perdida de conquistar um título importante e de deixar uma marca na história do clube, algo que ainda o afeta emocionalmente.
O ano de 2024 não foi marcado apenas pela perda da Libertadores. O Atlético também enfrentou uma final frustrada na Copa do Brasil, sendo derrotado pelo Flamengo, e conseguiu evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro apenas na última rodada, ao vencer o Athletico-PR por 1 a 0 na Arena MRV. Esses acontecimentos reforçam a difícil temporada vivida pelo clube, marcada por altos e baixos, com o episódio da final da Libertadores permanecendo como o momento mais doloroso na memória de Everson.









