A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em conjunto com os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, aprovou nesta segunda-feira, 21 de setembro, uma alteração gradual no limite de jogadores estrangeiros permitidos por partida. A nova política estabelece uma redução progressiva, que começará a valer já em 2027, passando a permitir oito estrangeiros em campo, diminuindo de nove atuais. Essa redução continuará ao longo dos anos seguintes, chegando a seis jogadores estrangeiros em 2029 e, finalmente, a cinco em 2030, enquanto o limite atual permanece em nove.
Para o Atlético Mineiro, essa mudança representa um impacto significativo no atual elenco. O clube conta atualmente com nove atletas estrangeiros, o número máximo permitido para relacionamentos em jogos sob regulamento da CBF. Entre eles, estão os equatorianos Angelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda; os argentinos Tomás Pérez e Tomás Cuello; os colombianos Kevin Castaño e Mateo Cassierra; o uruguaio Thiago Borbas; e o guineense Mamady Cissé. Além desses, o clube possui também dois jogadores emprestados: o chileno Iván Román, ao Colo-Colo, e Fausto Vera, ao River Plate, ambos da Argentina.
Diante dessa nova regra, o Atlético precisará promover mudanças em seu elenco a partir de 2027, quando o limite de estrangeiros será reduzido para oito. Atualmente, o clube já está no limite de nove, o que exige uma reavaliação de sua composição de jogadores estrangeiros para cumprir a nova normativa.
No elenco dirigido por Eduardo Domínguez, três jogadores estrangeiros estão atualmente emprestados ao Atlético: Tomás Pérez, Kevin Castaño e Thiago Borbas. Destes, Pérez e Borbas têm contratos que se encerram ao final de 2023 e, por isso, provavelmente não permanecerão na equipe. Kevin Castaño, por sua vez, tem vínculo até meados de 2027 e vem conquistando espaço na equipe, o que aumenta suas chances de permanência. O contrato do colombiano, de 25 anos, prevê uma cláusula de compra obrigatória caso dispute 30 partidas pelo clube, avaliada em cinco milhões de dólares (cerca de R$ 26 milhões) por 65% dos direitos federativos. Desde sua chegada em agosto, Castaño entrou em campo nove vezes e já contribuiu com uma assistência, além de ter sido convocado para a próxima Data Fifa.
Quanto ao chileno Iván Román, atualmente emprestado ao Colo-Colo até o final de 2027, a decisão de cedê-lo ao clube chileno foi motivada pela busca do jogador por mais oportunidades de jogo, já que tinha dificuldades de atuar com regularidade no Atlético. Já Fausto Vera, emprestado ao River Plate no início do ano, possui uma cláusula de compra no contrato de empréstimo, que a diretoria atleticana espera que seja ativada ao término do vínculo, previsto para dezembro.
Essas mudanças na legislação de estrangeiros representam um desafio para o Atlético e outros clubes brasileiros, que precisarão ajustar suas estratégias de elenco para atender às novas limitações, além de pensar em possíveis contratações e negociações futuras. A tendência é que, com o avanço do cronograma de redução, clubes com maior número de estrangeiros precisem reestruturar suas equipes, o que pode alterar o cenário do futebol brasileiro nas próximas temporadas.









