Por Oliveira Lima
O atual vice-campeão da Copa Sul-Americana, vive um drama neste 2026, justamente por participar da competição em que ele poderia ter se salvado ano passado, quando perdeu a final para o Lanus. O Clube Atlético Mineiro joga a sua 11ª edição da “Sula”, mas ela se tornou um calvário para o próprio clube. Aliás não só para ele, mas para os demais seis brasileiros na competição.
A Copa Sul-Americana se tornou uma espécie de possibilidade dos times pequenos da América ter uma competição internacional, o que é muito justo por sinal. Mas para os doze grandes times brasileiros virou uma espécie de castigo. Castigo para quem for mal no Campeonato Brasileiro do ano anterior. A Conmebol oferta oito vagas da Copa Libertadores ao Brasil, sendo uma delas para o Campeão da Copa do Brasil. Dos doze grandes, pelo menos quatro sobrarão para a Sula.
Acontece que Bahia e Mirassol furaram o bloco e derrubaram mais dois grandes para a Sul-Americana. E como o Botafogo caiu na Libertadores, somam-se então sete brasileiros jogando uma competição pouco atrativa financeiramente e tecnicamente, mesmo ofertando ao campeão uma vaga a Liberta do ano seguinte. A Copa Sul-Americana é composta pelos times que não vão à Libertadores. Começou este ano do 8º colocado ao 14º do Brasileirão anterior. Os castigados : São Paulo, Grêmio, Atlético, Santos e Vasco, além do Botafogo que veio da Libertadores. Único beneficiado foi o Bragantino, clube fora do G12.
A penitência destes clubes é enfrentar times médios ou pequenos da Argentina (país com seis vagas na Libertadores) e times inexpressivos dos demais oito países da América do Sul. Esses país levam, cada um, quatro vagas à Libertadores. O melhor deles já não é muita coisa, imaginem os do 5º ao 8º colocados? É aí que entra o desinteresse dos brasileiros: uma competição nada atrativa encravada em duas outras mais importantes do calendário brasileiro, Brasileirão e Copa do Brasil. Como nenhum time é capaz de levar três competições à contento, têm que priorizar, descartando a Sul-Americana.
Assim, todos os times brasileiros colocam reservas em campo, uma mera exceção ao São Paulo, um pouco mais interessado. Com reservas, os times brasileiros se nivelam aos demais concorrentes à uma vaga direta de cada grupo às oitavas para não passarem à mais um inferno, que é a repescagem. Esse é então o calvário do Atlético Mineiro, que, assim como os demais, vai mal até agora.
Galo já perdeu na estreia para o inexpressível Puerto Cabello da Venezuela. Nesta quinta feira pega o desconhecidíssimo Juventud de Las Piedras, do Uruguai e no final deste mês o Cienciano do Perú. Será um time semi-reserva agora e um todo reserva diante do Cienciano dia 29 deste mês de abril, jogo encravado entre o confronto contra o Flamengo três antes e o Cruzeiro três dias depois. É um calvário a Copa Sul-Americana para o Galo e para todos.









