O Cruzeiro demonstrou uma resposta positiva às críticas e à eliminação na Copa do Brasil ao apresentar uma mudança tática significativa na partida contra o Athletico-PR, realizada no estádio Mineirão. Apesar do clima de protestos na chegada ao estádio, com os torcedores manifestando insatisfação por meio de gritos de “time pipoqueiro” e o ônibus do clube sendo recebido sob protestos, a equipe celeste conseguiu uma atuação consistente, que reforça suas possibilidades de recuperação na temporada.
Antes do jogo, a equipe celeste enfrentou um ambiente de forte pressão, refletido na recepção hostil na chegada ao Mineirão, e na movimentação dos jogadores que subiam ao aquecimento sob gritos de cobrança. Ainda assim, o técnico Artur Jorge optou por uma alteração tática na formação habitual. Ao invés do tradicional esquema 4-3-3, o treinador português escalou o Cruzeiro com uma linha de quatro jogadores no meio-campo, configurando um 4-4-2 que contou com Lucas Romero, Matheus Henrique, Gerson e Matheus Pereira na zona central. Essa mudança mostrou-se eficiente tanto na fase ofensiva quanto na defensiva, contribuindo para a construção de uma atuação mais equilibrada.
No aspecto ofensivo, a equipe celeste apresentou um bom volume de jogo, especialmente no primeiro tempo, ao explorar melhor a saída de bola e evitar a pressão alta do adversário. A troca de passes facilitada por essa nova formação permitiu que o Cruzeiro criasse oportunidades claras de gol. Os três tentos marcados na partida tiveram forte participação dos meio-campistas, evidenciando a efetividade da estratégia. No primeiro gol, Gerson deu opção pela esquerda para Kaio Jorge, que cruzou para Matheus Pereira marcar de cabeça. No segundo, a jogada envolveu toda a linha de meio-campo, com Gerson encontrando Matheus Pereira na entrada da área, que escorou para Lucas Romero, que apareceu como elemento surpresa na área, driblando o zagueiro e finalizando com categoria. O pênalti que resultou no terceiro gol surgiu de uma jogada de profundidade de Romero para Kaio Jorge, consolidando a atuação ofensiva da nova formação.
Defensivamente, a mudança tática também se mostrou eficaz. Com o meio de campo mais preenchido, o Cruzeiro conseguiu neutralizar muitas das rápidas transições do Athletico-PR, dificultando as ações do adversário. As chances de perigo criadas pelo time rubro-negro foram, em grande parte, fruto de erros individuais, como no gol de João Cruz, que contou com um chute de rara felicidade. Assim, a equipe celeste conseguiu manter a sua estrutura defensiva sólida durante o jogo, mesmo diante da pressão do rival.
A vitória representa uma resposta importante do Cruzeiro após a eliminação na Copa do Brasil, reforçando sua condição de time competitivo na luta por uma vaga na Libertadores de 2027. Além disso, a mudança tática adotada por Artur Jorge oferece uma alternativa para diferentes confrontos, dependendo do adversário, o que amplia as possibilidades de ajustes durante a temporada. Para consolidar essa evolução, é fundamental que o clube mantenha uma sequência de bons resultados e desempenho, buscando atingir os objetivos estabelecidos ao longo do restante da temporada.








