Em dois compromissos do Brasileirão após a Copa do Mundo de 2026, o Cruzeiro ganhou novas perspectivas de utilização no ataque com as ausências de Gabriel Pec e Luis Sinisterra. Pec está afastado por uma fratura na tíbia da perna esquerda, que deve mantê-lo longe dos gramados pelo restante da temporada, enquanto Sinisterra sofreu uma lesão muscular na coxa e também ficará fora por tempo indeterminado. Com esses desfalques, dois atletas que vinham atuando com menos frequência passam a ter oportunidades maiores no setor ofensivo celeste.
No último domingo, 26, na derrota para o Botafogo, Marquinhos foi o escolhido para entrar em campo na vaga de Gabriel Pec, ao invés de Arroyo. A saída de Sinisterra, que se lesionou ainda no primeiro tempo, levou o técnico Artur Jorge a recorrer a Wanderson para atuar pela ponta esquerda, deixando claro que o treinador pretende aproveitar a maior mobilidade de ambos os jogadores nas próximas partidas.
Contexto sobre Marquinhos
Para o atacante Marquinhos, a contusão de Pec representa, pela primeira vez em 11 meses, a possibilidade de ganhar uma sequência mais estável de jogos. A maior série de partidas que ele conseguiu manter, até então, ocorreu em 2025, entre junho e agosto, quando disputou sete partidas seguidas, ainda que muitas delas tenha iniciado as partidas no decorrer dos duelos. A ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, ocorrida em outubro do ano passado, foi o principal empecilho que interrompeu esse momento de regularidade.
Antes da partida contra o Botafogo, a última vez que Marquinhos havia sido utilizado foi em 12 de maio, contra o Goiás, pela Copa do Brasil. Desde então, ele ficou afastado por seis jogos consecutivos. Nesta temporada, até o duelo referenciado, disputou apenas dois compromissos, o que reforça a expectativa de que possa ganhar oportunidades de titularidade em face das ausências de Pec e Sinisterra.
Contexto sobre Wanderson
Por sua vez, Wanderson já teve períodos mais estáveis de uso no time principal em anos anteriores. Em 2025, o camisa 94 era um jogador de confiança do então técnico Leonardo Jardim e integrava a equipe titular com frequência. Em 2026, no entanto, caiu no gosto do banco de reservas em muitos jogos, atuando com menos constância e entrando, quando utilizado, no segundo tempo, muitas vezes já na faixa dos 30 minutos.
A última participação de Wanderson antes dos confrontos contra Internacional e Botafogo também ocorreu há mais de dois meses: ele atuou pela última vez em 9 de maio, contra o Bahia, pelo Brasileirão. Desde então, ficou cinco jogos seguidos sem ser utilizado. Na atual temporada, Wanderson soma 26 partidas disputadas e marcou dois gols, números que indicam o potencial para manter-se como opção viável para o treinador em função das lesões de Pec e Sinisterra.
Alternativas e cautela com jovens da base
Além de Marquinhos e Wanderson, o Cruzeiro conta com opções criadas na própria base, como Kaique Kenji e Rayan Lelis, que já foram citados no elenco principal. No entanto, o técnico Artur Jorge tem reiterado a necessidade de cautela ao escalá-los, com o objetivo de não “queimá-los” prematuramente em uma temporada que exige manutenção de desempenho e planejamento para o longo prazo.
Olhar estratégico para o ataque celeste
A dupla de pontas pode, portanto, ter maior espaço no time principal nas próximas partidas, especialmente enquanto Pec e Sinisterra permanecem indisponíveis. A expectativa é de que Marquinhos ganhe minutos consistentes e, eventualmente, uma posição estável entre os titulares, desde que demonstre evolução física e rendimento técnico. Wanderson, por sua vez, pode alternar entre as funções de esquerda ou de entrada de velocidade no ataque, dependendo do mapa tático que Artur Jorge escolher para cada duelo.
Em síntese, o Cruzeiro busca manter a regularidade ofensiva apesar dos desfalques, apostando na recuperação de Pec e Sinisterra e na adaptação de Marquinhos e Wanderson para suprir a lacuna na ponta até que os lesionados retornem. As próximas partidas vão exigir leitura rápida de jogo, adaptação de sistema e avaliação do departamento médico para confirmar o tempo de afastamento necessário e a possibilidade de reestreias mais significativas dos atletas substituídos.








