Nos últimos meses, a torcida do Cruzeiro tem enfrentado uma fase de grande decepção, marcada por uma sequência de resultados negativos que evidenciam vulnerabilidades defensivas do time. Entre agosto e setembro, o clube sofreu um total de 12 gols em oito jogos disputados, incluindo eliminações importantes na Libertadores e na Copa do Brasil, além da perda de posição no Campeonato Brasileiro, deixando o G5 da competição nacional.
A principal causa dos gols sofridos tem sido a fragilidade na bola aérea defensiva, um problema que se manifestou de forma recorrente mesmo em partidas nas quais o Cruzeiro não levou gols desse tipo. Além disso, erros de posicionamento e desatenções individuais têm contribuído significativamente para o volume de gols adversários, refletindo uma deficiência na organização defensiva do time.
A sequência de jogos que culminou nesse aumento de gols começou na derrota por 3 a 1 diante do Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado negativo, o Cruzeiro conseguiu vencer a partida, com um gol de pênalti. No entanto, a partir do jogo seguinte, os erros defensivos passaram a se intensificar, especialmente nas jogadas de bola aérea.
No confronto contra o Flamengo, o Cruzeiro vencia por 1 a 0 quando, em uma cobrança de falta, Gerson tentou o cabeceio e errou, deixando a sobra para Lucas Paquetá empatar a partida. Na jogada, a falta de atenção dos defensores celestes ficou evidente, permitindo que o adversário aproveitasse a oportunidade. Posteriormente, na derrota por 2 a 1 para o Corinthians, o goleiro Otávio falhou ao socar uma bola em cobrança de falta, deixando o gol vazio para Gustavo Henrique fazer o empate, embora o Cruzeiro tenha conquistado a vitória na partida.
Outro jogo marcante foi contra o Flamengo, onde a desatenção individual e a falta de combate resultaram em dois gols similares de Pedro, que atuou como pivô. Em ambos os lances, os jogadores do time carioca tiveram liberdade para receber a bola na área e finalizar, sem uma marcação eficiente. A ausência de atenção na marcação, especialmente em situações de bola parada, foi determinante para as falhas defensivas que culminaram na derrota por 2 a 1.
No confronto contra o Atlético Mineiro, o Cruzeiro também demonstrou fragilidade defensiva, mesmo tendo aberto o placar com um belo gol de Arroyo. Contudo, uma saída de bola mal executada na defesa permitiu que Cuello, do Galo, avançasse com liberdade, finalizando no canto onde o goleiro Otávio deveria estar. A falta de atenção na marcação e na cobertura resultou na perda da vantagem e na derrota por 3 a 1, marcada por erros em todos os gols vascaínos na partida seguinte, incluindo falhas na bola aérea e na marcação de jogadores adversários livres na área.
Na eliminação da Copa do Brasil, o Cruzeiro também sofreu com erros defensivos. No primeiro gol do Atlético, uma bola não afastada na defesa permitiu que Vitor Hugo dominasse na área e finalizasse com precisão. No segundo, a falta de combatividade na troca de passes culminou no gol de Fred, que decretou a eliminação celeste. Apesar de a equipe estar com um jogador a menos em parte do jogo, os problemas defensivos já eram evidentes desde os primeiros lances, com o Atlético finalizando 28 vezes contra o gol azul.
Esses episódios evidenciam uma série de falhas que têm comprometido a defesa do Cruzeiro nesta fase, destacando a necessidade de ajustes táticos e de atenção individual para reverter o quadro de vulnerabilidade defensiva que tem marcado o desempenho recente do clube.









