O atacante Gabriel Pec, do Cruzeiro, sofreu uma fratura na tíbia durante sua estreia oficial pelo clube e deve ficar afastado dos gramados por um período de três a quatro meses. A confirmação da gravidade da lesão foi feita pelo clube na última quinta-feira, 23 de julho, após o jogador se machucar no jogo contra o Internacional, válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, que terminou com a vitória da equipe celeste por 2 a 1.
Em entrevista ao O TEMPO Sports, o cirurgião ortopedista Daniel Soares Baumfeld, professor do Departamento do Aparelho Locomotor da UFMG e ex-supervisor médico do Cruzeiro, detalhou a natureza da lesão. Baumfeld explicou que a tíbia, osso localizado na parte frontal da perna, é essencial para a sustentação do membro inferior. Quando ocorre uma fratura nesse osso, o atleta perde a capacidade de suportar carga na perna, o que é especialmente crítico para um jogador de futebol que realiza atividades intensas.
A fratura de Gabriel Pec foi provocada pelo impacto resultante de um carrinho do zagueiro Victor Gabriel. O especialista acredita que a lesão ocorreu na porção distal da tíbia, próxima ao tornozelo. “Quando a fratura acontece nessa região, é necessário realizar uma cirurgia para reposicionar o osso adequadamente, já que ele pode sair do alinhamento ideal”, afirmou Baumfeld.
A cirurgia a ser realizada em Gabriel Pec envolverá a utilização de placas e parafusos para estabilizar a tíbia. Após o procedimento, o atacante ficará sob observação e deverá utilizar antibióticos por um período prolongado devido à natureza da lesão. “O jogador precisará passar por uma cirurgia para reconstruir o osso da canela, e isso pode ser feito com placas e parafusos. Ele também estará em observação por causa do corte na pele”, explicou o cirurgião.
Baumfeld ressaltou que, em casos de fraturas onde a pele foi rompida até atingir o osso, o uso de antibióticos pode ser estendido para uma semana ou dez dias. Em situações onde o osso não é afetado, o tratamento normalmente dura de um a três dias.
O retorno de Gabriel Pec aos campos não será imediato. O médico esclareceu que o processo de cicatrização do osso é apenas a primeira fase da recuperação. Após essa etapa, o atleta ainda precisará recuperar força, mobilidade e desempenho esportivo. Assim, o tempo estimado para o retorno do atacante às competições pode variar entre quatro e seis meses, o que torna improvável sua participação no restante da temporada.
“Para qualquer pessoa, o osso leva cerca de 40 dias para consolidar. Depois disso, é necessário dobrar esse tempo para que o atleta possa voltar a suportar carga na região. Portanto, estamos falando de um período mínimo de três a quatro meses de recuperação”, detalhou Baumfeld.
Após a cicatrização, o jogador enfrentará outros desafios antes de retornar ao alto nível competitivo. O primeiro deles será garantir que o osso cicatrize sem desenvolver infecções. Em seguida, ele precisará recuperar a capacidade de suportar peso e carga na área afetada, onde há cicatrização, placas e parafusos. Essa adaptação é individual e pode levar cerca de 60 dias. Por último, o atleta passará pela reabilitação funcional, que inclui a recuperação da performance, um aspecto crucial para diferenciar um atleta profissional de um indivíduo comum.
Gabriel Pec foi oficialmente anunciado pelo Cruzeiro em 7 de julho de 2026, após a equipe investir cerca de 12 milhões de dólares, aproximadamente R$ 60 milhões, na contratação do jogador junto ao Los Angeles Galaxy, dos Estados Unidos. O atacante, de 25 anos, assinou um contrato de cinco temporadas, válido até junho de 2031, e recebeu a camisa 77. Após participar de um amistoso contra o Grêmio, Pec fez sua estreia oficial pelo Cruzeiro no dia 22 de julho, contra o Internacional.








