Rubens Barrichello voltou a conduzir um carro de Fórmula 1 neste domingo (8/11), antes do GP de São Paulo. Aos 54 anos, o brasileiro participou de uma apresentação especial ao volante da Williams FW33, modelo utilizado por ele em sua última temporada na categoria, em 2011. A atividade representou uma despedida simbólica de uma trajetória que terminou sem uma participação oficial de encerramento.
O reencontro com a Williams FW33 marcou o retorno de Barrichello a um monoposto de Fórmula 1 desde que deixou o campeonato. O carro escolhido para a ocasião tem relação direta com o capítulo final de sua carreira na principal categoria do automobilismo mundial, já que foi utilizado pelo piloto durante as temporadas de 2010 e 2011.
A saída da Fórmula 1 ocorreu depois de Barrichello não conseguir uma vaga para a temporada de 2012. Mesmo após o fim do campeonato de 2011, o brasileiro ainda tentou permanecer no grid, mas não encontrou uma equipe que lhe oferecesse a oportunidade de disputar mais uma edição. Com isso, encerrou sua passagem pela categoria sem realizar uma última corrida oficial ou receber uma despedida formal.
A condução do modelo da Williams permitiu, portanto, que o piloto revisse de maneira simbólica o período em que defendeu a equipe. A apresentação antes do GP de São Paulo não significou um retorno à competição, mas criou uma ocasião para marcar o fim de uma carreira construída ao longo de 19 temporadas na Fórmula 1.
Carreira de 19 temporadas na Fórmula 1
Barrichello estreou na Fórmula 1 em 1992, pela Jordan. Ao longo de sua trajetória, disputou 323 grandes prêmios e passou por equipes de diferentes momentos e relevâncias no campeonato. Depois da Jordan, correu pela Stewart entre 1997 e 1999.
O brasileiro defendeu a Ferrari de 2000 a 2005, período em que alcançou suas melhores colocações no campeonato. Em seguida, competiu pela Honda, entre 2006 e 2008, pela Brawn GP, em 2009, e finalmente pela Williams, nas temporadas de 2010 e 2011.
Em seus 19 anos na categoria, Barrichello conquistou 11 vitórias, 14 poles e 17 voltas rápidas. Também terminou o campeonato como vice-campeão em 2002 e 2004, quando integrava a Ferrari. Os resultados ajudaram a consolidar sua trajetória entre os principais pilotos brasileiros da Fórmula 1, além de evidenciarem a longevidade de sua carreira, marcada pela passagem por várias equipes.
Vitória no GP da Itália permanece como a última do Brasil
Outro marco associado ao nome de Barrichello é a vitória no GP da Itália de 2009. O triunfo continua sendo o mais recente de um piloto brasileiro na Fórmula 1. A marca acrescenta relevância histórica ao momento vivido antes do GP de São Paulo e reforça a importância do ex-piloto para o automobilismo nacional.
Ao voltar a pilotar a Williams FW33, Barrichello reencontrou o carro que esteve ligado à sua última temporada na categoria e simbolizou o encerramento de uma passagem que não teve uma despedida oficial em 2011. A apresentação serviu como uma forma de concluir, ainda que de maneira simbólica, uma carreira de 323 grandes prêmios e quase duas décadas na Fórmula 1.







