A Prefeitura de Belo Horizonte deu um passo importante na implementação do sistema de transporte rápido por ônibus, conhecido como BRT Amazonas, ao publicar nesta quinta-feira (1º) um decreto que declara a utilidade pública de 14 imóveis localizados nos bairros Calafate e Vila Marinhos. A medida autoriza a desapropriação dessas áreas, essenciais para a construção do novo corredor de transporte, previsto para entrar em operação até 2030. O decreto, assinado pelo prefeito Álvaro Damião e publicado no Diário Oficial do Município (DOM), autoriza que as desapropriações sejam realizadas tanto por acordo entre as partes quanto judicialmente, além de estabelecer a possibilidade de o município alegar urgência nos processos.
A ação atinge seis lotes distribuídos em duas quadras no bairro Calafate, na região Oeste de Belo Horizonte, e outros oito imóveis em uma quadra na Vila Marinhos. Segundo o documento, as áreas e suas benfeitorias serão destinadas à execução do projeto do Vetor Oeste–Barreiro, conhecido como BRT Amazonas, parte de uma iniciativa maior de mobilidade urbana na cidade. A publicação não detalha a data prevista para a efetiva desapropriação nem os valores que serão pagos como indenização aos proprietários, embora identifique os donos presumidos de cada imóvel.
A medida é considerada um avanço na fase de obras do projeto, que visa conectar diferentes pontos do vetor Oeste e do região do Barreiro, com previsão de conclusão em 2030. O BRT Amazonas teve seu início na gestão do então prefeito Fuad Noman, que, em junho de 2024, assinou a ordem de serviço para o início dos estudos de implantação do sistema. Na ocasião, estimou-se que essa etapa levaria aproximadamente dois anos e meio, com o início efetivo das obras condicionado à conclusão dessas análises técnicas.
O projeto de mobilidade contempla cerca de 39,67 quilômetros de vias, incluindo trechos das avenidas Amazonas e Olegário Maciel, além de segmentos do Barreiro e de Contagem, na região metropolitana. A proposta prevê a implantação de pistas exclusivas para ônibus e estações de transferência ao longo dessas avenidas, semelhantes às existentes nos corredores das avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, além de ruas como Paraná e Santos Dumont. Uma nova estação de integração também está prevista para o cruzamento das avenidas Amazonas e Teresa Cristina, na região Oeste da capital.
Desde agosto deste ano, sob a gestão do prefeito Álvaro Damião, a Prefeitura de Belo Horizonte reforçou a previsão de que o BRT Amazonas será concluído até 2030. O projeto busca priorizar a circulação dos ônibus municipais e metropolitanos, promovendo melhorias nos pontos de embarque e desembarque, além de intervenções urbanísticas em vias próximas aos eixos de transporte, denominadas “Bolsões de Caminhabilidade”. Essas áreas receberão tratamentos de acessibilidade, paisagismo e urbanismo, com o objetivo de aumentar a velocidade operacional dos veículos, reduzir o tempo de deslocamento dos passageiros, incrementar a segurança de pedestres e facilitar a integração com outros modais de transporte.
A implementação do sistema de transporte de alta capacidade faz parte de uma estratégia mais ampla de mobilidade urbana, que visa melhorar a qualidade do transporte público na cidade, reduzir o congestionamento e promover um desenvolvimento mais sustentável na região metropolitana de Belo Horizonte.








