A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou uma oficina gratuita para orientar moradores sobre o uso correto dos patinetes elétricos compartilhados na capital. A iniciativa acontece após debates sobre uso irregular, acidentes e problemas de acessibilidade envolvendo os equipamentos.
A atividade, chamada de “escola de direção consciente”, será realizada nesta quinta-feira (21), na Praça da Estação, na região Central de Belo Horizonte. A ação faz parte da programação de aniversário de 10 anos do Centro de Referência das Juventudes (CRJ) e contará com apoio da JET, empresa responsável pelos patinetes na cidade.
Segundo a prefeitura, as oficinas acontecerão das 9h às 22h e terão aulas práticas para pessoas interessadas em aprender a utilizar os equipamentos com segurança.
De acordo com o CRJ, será montado um percurso com obstáculos para que os participantes possam praticar a condução dos patinetes ao longo do dia. A proposta é ensinar regras básicas de circulação, funcionamento dos equipamentos e convivência segura entre usuários, pedestres e motoristas.
A metodologia completa das aulas ainda não foi detalhada oficialmente. No entanto, ações semelhantes realizadas pela empresa JET em outras cidades costumam abordar temas como uso correto dos freios, limites de velocidade, circulação em ciclovias e vias urbanas, estacionamento adequado e segurança durante os deslocamentos. A empresa também não informou se haverá acompanhamento individual dos participantes durante as atividades.
Os patinetes elétricos começaram a operar oficialmente em Belo Horizonte no dia 18 de março. Atualmente, mais de mil equipamentos estão distribuídos pela capital.
Desde o início da operação, moradores têm relatado problemas envolvendo estacionamento irregular, bloqueio de rampas de acessibilidade, vandalismo, furtos e abandono dos equipamentos em calçadas e vias públicas.
Vídeos compartilhados nas redes sociais também mostraram situações de uso inadequado dos patinetes, incluindo adolescentes circulando dentro de shopping centers e pessoas utilizando os veículos de forma irregular poucos dias após o início do serviço.
Diante das críticas, o prefeito Álvaro Damião afirmou anteriormente que parte dos problemas estaria relacionada à falta de familiaridade da população com o novo meio de transporte.
O funcionamento do serviço também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Minas Gerais, que monitora a operação desde as primeiras semanas em Belo Horizonte.
Entre os pontos questionados pelo órgão estão a ausência de obrigatoriedade do uso de capacete, dificuldades de fiscalização, uso por menores de idade, circulação com duas pessoas no mesmo equipamento, impactos na acessibilidade e descarte das baterias de lítio.
O Ministério Público solicitou informações sobre contratos, seguros para acidentes e estudos técnicos relacionados à implantação do serviço na capital mineira.
A operação dos patinetes segue regras definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito. Entre elas estão idade mínima de 18 anos para cadastro, uso individual do equipamento, proibição do transporte de passageiros e animais, velocidade máxima de 6 km/h em calçadas, praças e parques, além do limite de até 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas.
Os equipamentos também podem circular em vias com velocidade de até 40 km/h, e o uso de capacete é recomendado. Além disso, os patinetes possuem GPS, sistema antifurto e limitação automática de velocidade por geolocalização.








