A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) revelou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que os quatro rompimentos consecutivos de adutoras ocorridos na Região Metropolitana de Belo Horizonte podem ter sido provocados por atos de sabotagem. A hipótese foi apresentada durante uma reunião realizada nesta segunda-feira, dia 14 de outubro, na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), em Belo Horizonte.
De acordo com informações fornecidas pela própria companhia, a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, esteve presente na reunião para apresentar os resultados de levantamentos iniciais feitos pela empresa sobre os incidentes. Os episódios ocorreram de forma bastante próxima no tempo e no espaço, levantando suspeitas de que possam estar relacionados a ações criminosas intencionais, embora ainda não haja confirmação definitiva.
Além dos rompimentos das adutoras, a Copasa também identificou danos em um sistema antiodor instalado na Lagoa da Pampulha, uma das principais áreas de lazer e importância ambiental da capital mineira. Segundo a companhia, cabos foram furtados e outras peças do equipamento foram danificadas, o que comprometeu seu funcionamento. A ocorrência foi constatada durante uma vistoria técnica realizada em 8 de setembro, na área próxima ao Aeroporto da Pampulha, uma localização estratégica para o controle do sistema de odor da lagoa.
A companhia informou ao Ministério Público que irá repassar todas as informações levantadas até o momento, incluindo detalhes sobre os rompimentos e os danos ao sistema antiodor. Com esses dados, o órgão poderá decidir pela abertura de uma investigação criminal para apurar as causas dos episódios e verificar se há relação entre eles. A investigação poderá também determinar se houve prática de atos criminosos, como sabotagem ou vandalismo, que possam estar por trás dos incidentes.
A suspeita de sabotagem ganha força diante da sequência de eventos e do perfil dos danos identificados. Os rompimentos de adutoras representam riscos à distribuição de água na região metropolitana, além de implicarem em prejuízos financeiros e operacionais para a Copasa. O furto de cabos e a destruição de componentes do sistema antiodor também comprometem a operação de uma infraestrutura de grande relevância ambiental e urbanística na cidade de Belo Horizonte.
Até o momento, a companhia e as autoridades permanecem investigando as causas dos episódios, aguardando os resultados das análises técnicas e das apurações do Ministério Público. A expectativa é que, com os dados coletados, seja possível determinar se houve intenção criminosa e quais medidas podem ser adotadas para prevenir novos incidentes semelhantes no futuro.







