A Igreja Matriz de São Bartolomeu, localizada em Ouro Preto, reabriu suas portas para fiéis e turistas nesta quarta-feira, 8 de novembro, após um extenso processo de restauração que durou mais de três anos. Construído em 1721, o templo passou por uma série de intervenções que visaram solucionar problemas estruturais, preservar o patrimônio histórico e restaurar obras de arte do acervo religioso. O investimento total nas obras alcançou aproximadamente R$ 7,6 milhões.
A restauração da igreja se tornou necessária devido aos danos acumulados ao longo do tempo, que foram exacerbados pela falta de manutenção adequada. As infiltrações, os problemas na cobertura, as falhas na rede elétrica e as questões estruturais representavam riscos não apenas para o edifício, mas também para as valiosas peças históricas que compõem o interior do templo. Diante desse cenário, as equipes de restauração iniciaram os trabalhos focando na recuperação da cobertura e no reforço da estrutura, etapas fundamentais para conter o avanço dos danos.
A recuperação da Igreja Matriz de São Bartolomeu foi organizada em três etapas principais, que incluíram ações como a restauração da cobertura e a eliminação das infiltrações, o reforço da estrutura do imóvel, a restauração da arquitetura original e a conservação de altares, imagens sacras e outros bens históricos. O projeto foi coordenado pelo Ministério Público de Minas Gerais, em colaboração com órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio cultural. As obras foram executadas pelo Instituto Joaquim Artes e Ofícios, que ficou encarregado de implementar as intervenções necessárias.
Os recursos financeiros destinados à restauração foram oriundos de medidas compensatórias, ações de combate à lavagem de dinheiro e valores recuperados em processos relacionados à sonegação fiscal. Essa abordagem garantiu que o patrimônio cultural da região recebesse a atenção e os recursos necessários para sua preservação.
Com a conclusão das obras, a igreja também passou a receber de volta 11 imagens sacras que foram restauradas pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). Entre as peças retornadas, destaca-se uma escultura de Nossa Senhora do Carmo, atribuída ao renomado artista barroco Aleijadinho. Além dessa importante obra, outras imagens produzidas no século XVIII foram reintegradas ao templo, enriquecendo ainda mais o acervo histórico disponível para a comunidade e os visitantes.
A reabertura da Igreja Matriz de São Bartolomeu não apenas representa um marco na preservação do patrimônio histórico de Ouro Preto, mas também reafirma a importância da conservação de espaços que são fundamentais para a cultura e a religiosidade da região. A expectativa é que o templo, agora revitalizado, continue a atrair visitantes e a servir como um local de culto e reflexão para os fiéis.





