Uma jovem de 19 anos, identificada como Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, que estava grávida de quatro meses, está sendo velada nesta terça-feira (18), em Belo Horizonte, após falecer em decorrência de um grave acidente envolvendo um ônibus na rodovia BR-040, na Serra de Petrópolis, na madrugada do último domingo (16). A vítima é uma das dez pessoas que perderam a vida no acidente, que ocorreu no km 91 da rodovia, na região conhecida como Cascatinha, próxima ao sítio Flor da Serra, em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.
O velório acontece na funerária Dom Bosco, localizada no bairro São Cristóvão, na região Noroeste de Belo Horizonte. O sepultamento está previsto para as 13 horas desta terça-feira, no Cemitério da Saudade. Durante a despedida, familiares e amigos expressaram grande dor e consternação, especialmente a prima de Ketelyn, Kenia Freitas, que destacou a gravidade da perda e a dor de uma jovem que tinha sonhos de ser mãe. Ela relatou que a ultrassonografia de Ketelyn, que ainda carregava o bebê, foi colocada sobre o corpo durante o velório, simbolizando a conexão da jovem com a criança que não resistiu ao acidente.
Kenia também manifestou sua indignação em relação às circunstâncias do acidente, defendendo que o caso seja tratado como homicídio doloso. Segundo ela, o motorista do ônibus, que saiu de Belo Horizonte com destino ao bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, estaria dirigindo em alta velocidade na serra durante a madrugada, o que agravou a tragédia. A prima afirmou que, na sua visão, a conduta do motorista indica intenção de causar o acidente, argumentando que, ao descer a serra em velocidade excessiva, ele tinha a intenção de matar, e não apenas culpa, como sugerem as versões oficiais.
Kenia destacou ainda as dificuldades de condução na rodovia, especialmente em horários de baixa visibilidade, como durante a madrugada. Ela relatou ter percorrido o trecho na parte do dia e ficado impressionada com o perigo que representa a descida da serra nesse período, alertando para a necessidade de maior cautela, dada a gravidade do risco de acidentes fatais. A prima reforçou que as vidas que estavam a bordo do ônibus eram valiosas e que a tragédia resultou na perda de dez pessoas, incluindo uma criança que estava no ventre de Ketelyn.
Sobre a jovem, Kenia ressaltou a sua gravidez e a presença da ultrassonografia, que foi colocada sobre o corpo durante o velório, como símbolo do bebê que ela carregava. Ela contou que Ketelyn tinha planos de conhecer a praia com o namorado, e que a expectativa de uma vida nova foi abruptamente interrompida pelo acidente. A jovem, que tinha como sonho ser mãe, morreu junto com o bebê que carregava, uma perda que abalou profundamente a família.
O acidente ocorreu na madrugada do domingo, no km 91 da rodovia, na região de Cascatinha, próximo a um trecho em obras. Das 49 pessoas que estavam no ônibus, que saiu de Belo Horizonte com destino ao bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, dez perderam a vida. O veículo trafegava pela rodovia em direção ao destino final quando aconteceu a tragédia, que resultou em uma das maiores perdas humanas em acidentes de trânsito na região nos últimos anos. As investigações continuam em andamento para apurar as causas do acidente, incluindo a possibilidade de excesso de velocidade e condições da via durante o horário noturno.









