Moradores do bairro Nova Granada, na região Oeste de Belo Horizonte, enfrentaram nesta quarta-feira, 19 de agosto, um rompimento de uma tubulação da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) que causou alagamentos, danos a imóveis e uma cratera na via. O incidente ocorreu após uma série de problemas já identificados na rede de abastecimento local, especialmente na tubulação que apresenta histórico de vazamentos e reparos frequentes.
A moradora Aline Teixeira, de 35 anos, relatou que o trecho onde a tubulação se rompeu apresentava sinais de desgaste há algum tempo. Segundo ela, a Copasa realizou uma manutenção no local em 10 de junho, mas os vazamentos persistiram. Ela explica que a tubulação da adutora, situada no meio da rua, vinha apresentando problemas recorrentes, com vazamentos que eram frequentemente chamados à atenção da companhia. “Tem um cano da adutora no meio da rua e, há muito tempo, ele vem dando problema, com vários vazamentos. A gente chama a Copasa, a Copasa vem e faz remendos, mas não resolve, porque estoura de um lado, depois estoura do outro, e assim vai. Isso só vai prejudicando o asfalto, até acontecer o que aconteceu hoje”, afirmou.
Aline destacou que um vazamento já havia sido identificado antes da intervenção de junho, e que os problemas geralmente começam de forma discreta, mas tendem a se agravar com o tempo. Ela descreveu que a rua começou a apresentar sinais de vazamento, o que levou a acionamentos frequentes à Copasa. “A rua começou a vazar e a gente teve que acionar a Copasa, porque o vazamento foi só aumentando. Ele começa bem pequenininho e, quando a gente vai ver, a rua já está bem molhada”, relatou.
Segundo ela, o reparo realizado em junho envolveu a abertura de um grande buraco na via, com o uso de máquinas pesadas, como escavadeiras e caminhões. A intervenção exigiu a exposição da tubulação, que foi mexida e remendada, procedimento comum na manutenção de adutoras. “No dia 10 de junho, a Copasa veio para arrumar. Abriram um buraco grande, com escavadeira, caminhão e tudo, para poder resolver a questão da adutora. Deixaram a adutora exposta e mexeram nela, como fazem todas as vezes”, contou.
A moradora também ressaltou que aquele não foi o primeiro reparo na mesma região. Ela afirmou que o trecho já havia sido aberto diversas vezes anteriormente para intervenções na tubulação, indicando um histórico de dificuldades na manutenção da rede de abastecimento local. “Esse mesmo buraco já foi aberto outras vezes também. Não foi a primeira vez que abriram ali”, acrescentou.
O rompimento da tubulação provocou uma série de consequências na região, incluindo alagamentos que atingiram imóveis próximos e uma cratera na via, que comprometeu a trafegabilidade. A força da água foi suficiente para deixar parcialmente um veículo dentro do buraco aberto na rua Xapuri, agravando ainda mais os danos à infraestrutura local.
A Copasa informou que irá realizar uma perícia técnica para avaliar os danos causados pelo rompimento da adutora na rua Xapuri, além de determinar as possíveis causas do incidente. A companhia afirmou que, até o momento, não há registros de outros vazamentos na mesma localidade, reforçando que monitora o sistema de abastecimento 24 horas por dia. Em nota oficial, a empresa reiterou que mantém um monitoramento contínuo do sistema e garantiu que não há registros de vazamentos adicionais na área onde ocorreu o rompimento, embora o histórico de problemas na rede indique a necessidade de ações mais efetivas de manutenção.









