O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, na manhã desta quarta-feira, 19 de agosto, um alerta de tempo extremamente seco para 162 municípios de Minas Gerais. Segundo o órgão, a umidade relativa do ar nesses locais pode atingir níveis entre 12% e 20%, índices considerados perigosos para a saúde e que se assemelham aos registrados em regiões desérticas, como o Sahara, onde a umidade costuma variar entre 14% e 20%. O aviso é válido das 12h às 18h desta quarta-feira e abrange diversas regiões do estado, incluindo o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul, Sudoeste, Oeste e Noroeste de Minas Gerais.
A baixa umidade do ar representa um risco significativo à saúde da população, uma vez que índices abaixo de 60% já são considerados prejudiciais pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante o período de alerta, os moradores dessas áreas devem adotar medidas de proteção, como evitar atividades ao ar livre nas horas mais quentes do dia, manter-se hidratados e evitar exposição prolongada ao sol. Essa condição climática, que favorece o clima de deserto, é típica de períodos de estiagem prolongada, agravada por fatores como o verão seco e altas temperaturas registradas na região.
A situação afeta uma vasta lista de cidades mineiras, incluindo municípios de diferentes regiões do estado. Entre as localidades mais relevantes estão cidades como Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas, Poços de Caldas, Patrocínio, Araxá, São João da Mata, São Sebastião do Paraíso, além de várias outras que compõem o vasto território de Minas Gerais. A lista completa de municípios sob alerta inclui desde pequenas localidades, como Água Comprida, Alfenas, e Bandeira do Sul, até grandes centros urbanos, como Uberaba, Uberlândia e Varginha.
A emissão do alerta pelo Inmet reforça a necessidade de atenção por parte da população e das autoridades locais, especialmente em regiões onde a umidade do ar tende a cair ainda mais durante o período de maior intensidade do calor. Históricos de estiagem e ondas de calor, comuns na região durante o verão, aumentam a vulnerabilidade de moradores a problemas de saúde, como desidratação, doenças respiratórias e agravamento de condições crônicas.
Especialistas alertam que, apesar de essa condição climática ser passageira, ela pode gerar impactos duradouros na saúde pública, além de afetar setores como agricultura, comércio e serviços públicos. A recomendação do Inmet é que os municípios adotem medidas preventivas, incluindo campanhas de conscientização, reforço na oferta de água potável e ações de fiscalização para evitar riscos à população mais vulnerável, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias preexistentes.
Este episódio de baixa umidade reforça a importância de monitoramento constante das condições climáticas e de ações coordenadas entre órgãos de saúde, defesa civil e comunidades locais para mitigar os efeitos de períodos de estiagem severa, comuns na região mineira, especialmente nos meses de verão.







