Moradores e usuários do metrô de Belo Horizonte denunciaram à reportagem da Itatiaia a interrupção das obras e problemas na estrutura da passarela instalada na estação Calafate, localizada sobre a Via Expressa, na Avenida Tereza Cristina, na região Oeste da capital mineira. Segundo relatos, a construção está paralisada há vários meses e a estrutura existente apresenta sinais de deterioração e riscos à segurança dos pedestres que utilizam a passagem diariamente.
A denúncia, feita nesta quarta-feira (2), aponta especificamente para problemas nos alambrados que cercam a área da obra. Os moradores informaram que as estruturas foram parcialmente destruídas e que partes delas estão sendo levadas por pessoas em situação de rua, o que aumenta a vulnerabilidade do local. Além disso, há relatos de falhas na instalação de componentes da passarela, incluindo parafusos de tamanhos variados e peças que parecem estar frouxas ou sem o devido aperto, o que compromete a estabilidade da estrutura metálica.
Durante a manhã do dia 2, uma equipe de trabalhadores esteve no local para realizar reparos nos alambrados, conforme indicado por um dos moradores. Contudo, essa intervenção foi considerada insuficiente pelos denunciantes, que afirmaram que a obra permanece parada e que nenhuma outra atividade de retomada foi iniciada até o momento. A preocupação principal está relacionada à integridade da estrutura metálica da passarela, que, devido ao abandono e às condições de deterioração, pode representar um risco potencial para os pedestres.
Imagens enviadas à reportagem mostram pontos específicos onde há parafusos de tamanhos diferentes e outros que parecem estar frouxos ou ausentes, reforçando a preocupação com a segurança da estrutura. Os vídeos também evidenciam a circulação de pedestres nas proximidades da passarela, incluindo crianças, o que aumenta o grau de vulnerabilidade diante do estado de conservação da instalação.
Uma moradora que utiliza frequentemente a região afirmou que a situação é alarmante. Ela destacou que a obra está completamente parada e que, diariamente, muitas pessoas passam pelo local, o que aumenta o risco de acidentes. “O que está preocupando muito é toda a estrutura da passarela, como está sendo feita. E que a obra está toda parada”, disse, reforçando a necessidade de uma intervenção rápida por parte das autoridades responsáveis.
A reportagem entrou em contato com a MetroBH, responsável pela administração do transporte metroviário na cidade, para obter um posicionamento oficial sobre as denúncias. Até o momento da publicação, não houve resposta oficial. A expectativa é que a administração se manifeste sobre o estado da obra e as providências que estão sendo tomadas para garantir a segurança dos usuários e pedestres na região.









