Um episódio envolvendo o uso de substâncias ilícitas dentro do Pronto-Socorro João XXIII, localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi registrado na madrugada desta sexta-feira (14). Um paciente foi filmado cheirando cocaína em uma sala mista do hospital, um dos maiores da América Latina, causando revolta entre pacientes e acompanhantes presentes no momento. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram dois homens conversando na sala: um deles deitado e o outro sentado, com o braço engessado, abaixando a cabeça para cheirar a droga. Segundo testemunhas, o indivíduo que utilizava a substância não demonstrou preocupação com a presença de câmeras de segurança ou com o ambiente ao seu redor, mesmo havendo outras pessoas, incluindo idosos e mulheres, na sala.
O fato foi imediatamente comunicado a uma equipe de enfermagem, porém, segundo relatos, as profissionais presentes afirmaram que não tinham autoridade para agir na situação. Uma testemunha descreveu a atitude como uma demonstração de “falta de respeito” e destacou a ousadia do paciente, que não se preocupou em esconder o ato mesmo diante da possibilidade de ser filmado. A mesma pessoa afirmou que a situação gerou grande desconforto entre os demais pacientes, que aguardavam atendimento ou estavam em recuperação na mesma sala.
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelo Pronto-Socorro João XXIII, emitiu uma nota oficial sobre o incidente. A instituição garantiu que segue rigorosamente as normas internas que proíbem o uso ou porte de substâncias ilícitas em suas unidades de saúde. Além disso, informou que o caso está sendo apurado e que tomou providências iniciais para investigar a situação. A Fhemig destacou ainda que a Polícia Militar foi acionada ao local, realizando abordagem na sala, mas, durante a intervenção, nenhuma substância ilícita foi encontrada com o paciente ou nos arredores.
A nota oficial reforçou o compromisso da fundação com a segurança de pacientes, acompanhantes e trabalhadores, afirmando que mantém uma atuação integrada com os órgãos de segurança pública para prevenir e enfrentar qualquer situação que possa comprometer a integridade das pessoas nas unidades hospitalares. Por questões de sigilo e respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, a Fhemig não divulgou detalhes que possam identificar o paciente ou informações específicas sobre o atendimento. A instituição concluiu afirmando que continuará adotando todas as medidas necessárias para garantir a segurança e a ordem em suas instalações.








