A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou nesta sexta-feira, 18 de outubro, que não há indícios de sabotagem no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, como sugerido anteriormente pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A corporação esclareceu que a causa do dano no equipamento foi o furto de fios de cobre e estruturas de alumínio, descartando qualquer tentativa de sabotagem na estrutura. A investigação foi conduzida após uma reunião entre a presidente da Copasa, Marília Melo, e representantes do Ministério Público de Minas Gerais, na qual foi discutido o episódio.
O problema no sistema antiodor foi detectado durante uma vistoria técnica realizada em 8 de setembro, em uma estrutura localizada nas proximidades do Aeroporto da Pampulha. Na ocasião, foram identificados cabos furtados e outras peças danificadas, o que levou à conclusão de que o dano ocorreu por ação de criminosos interessados em roubar materiais metálicos de fácil comercialização. A Polícia Civil afirmou que, até o momento, não há qualquer evidência que indique uma tentativa de sabotagem intencional contra a estrutura, reforçando a hipótese de furto como causa principal.
A investigação, no entanto, não se pronunciou oficialmente sobre os rompimentos das três adutoras que abastecem Belo Horizonte e a Região Metropolitana, também citados por autoridades da Copasa como possíveis alvos de sabotagem. A reportagem entrou em contato com a companhia para obter esclarecimentos adicionais sobre esses incidentes, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.
Nos últimos 30 dias, a Copasa registrou cinco rompimentos de tubulações na Grande Belo Horizonte, o que tem causado desabastecimento frequente na região. Antes de levantar a hipótese de sabotagem, a companhia divulgou uma nota explicativa na qual listou diversos fatores que podem provocar danos às tubulações. Entre eles, estão as características topográficas da área, as variações de pressão na rede, temperaturas mais baixas, movimentação do solo e até construções irregulares que podem afetar a integridade das instalações. Essas causas, segundo a empresa, explicam a frequência de incidentes, sem necessidade de atribuir os problemas a ações criminosas.
A Polícia Civil reforçou que as investigações continuam em andamento, mas, até o momento, não há elementos que sustentem a teoria de sabotagem nas ocorrências envolvendo o sistema antiodor da Lagoa da Pampulha. A atenção da corporação permanece voltada para os furtos de materiais metálicos, que representam uma ameaça constante à infraestrutura pública na região. A situação evidencia a complexidade de manter a segurança e a integridade das redes de saneamento e abastecimento em áreas urbanas, especialmente diante do aumento de crimes de furto e vandalismo.








