O projeto denominado “Times Square de BH” avançou em sua tramitação após a aprovação de um parecer favorável pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte (CDPCM-BH). A proposta, que visa a instalação de painéis de LED em três edifícios na Praça Sete, no centro da capital mineira, permitirá a exibição de publicidade em grandes telões nas fachadas do Edifício Helena Passig, do antigo Banco Mineiro de Produção (atualmente conhecido como P7 Criativo) e do Brasil Palace Hotel.
A aprovação do conselho representa um passo significativo para a concretização do projeto, no entanto, não autoriza o início imediato das obras. A iniciativa ainda requer a obtenção de pareceres favoráveis do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e da Subsecretaria de Regulação Urbana de Belo Horizonte. A votação no conselho resultou em oito votos a favor e três contra, entre os 16 conselheiros habilitados a participar da deliberação.
É importante destacar que o parecer aprovado se refere apenas aos três imóveis mencionados, o que significa que qualquer solicitação para a instalação de painéis em outras fachadas da Praça Sete deverá passar por novas análises e votações, conforme as normas estabelecidas.
A proposta da “Times Square de BH” foi transformada em lei em março de 2025 e desde então tem enfrentado críticas significativas. Entidades ligadas à arquitetura, urbanismo e preservação do patrimônio cultural expressaram preocupações sobre o impacto visual que os painéis de LED poderão causar em uma das áreas históricas mais relevantes da cidade, que abriga diversos edifícios tombados e conjuntos paisagísticos protegidos.
Por outro lado, representantes do comércio e de entidades empresariais argumentam que a iniciativa pode ser um catalisador para a revitalização do Centro de Belo Horizonte. Eles acreditam que a instalação dos painéis poderá atrair mais visitantes, fortalecer o comércio local e aumentar a visibilidade da região, que tem enfrentado desafios econômicos nos últimos anos.
A legislação que regulamenta o projeto estabelece as chamadas Áreas de Promoção da Cidade, que são espaços com regras específicas para a instalação de publicidade. A Praça Sete é atualmente o único local da capital mineira que se enquadra nessa categoria. As exigências previstas na lei incluem limites para a altura, espessura e ocupação dos painéis nas fachadas, além da obrigatoriedade de não interferir na sinalização de trânsito e na acessibilidade dos pedestres. Também é necessário obter autorização dos órgãos de patrimônio quando os imóveis forem protegidos. Além disso, a legislação prevê a cessão de uma hora diária de conteúdo gratuito para a Prefeitura de Belo Horizonte, contribuindo para a comunicação institucional da cidade.
Assim, o projeto “Times Square de BH” continua a ser um tema de debate na cidade, refletindo a tensão entre desenvolvimento urbano e preservação do patrimônio cultural. A próxima etapa dependerá das aprovações pendentes, que determinarão o futuro da proposta e seu impacto na paisagem urbana de Belo Horizonte.









