Uma proprietária de uma lanchonete localizada na Avenida Juscelino Kubitschek, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte, denunciou uma série de dificuldades enfrentadas devido a furtos recorrentes em seu estabelecimento. Neusa Santos, que administra o negócio há vários anos, afirmou estar à beira de desistir das atividades devido à frequência de invasões, que já totalizam 35 ocorrências ao longo dos últimos cinco anos. A mais recente delas aconteceu na madrugada deste sábado, dia 29 de outubro, quando criminosos invadiram o local e furtaram diversos itens.
De acordo com Neusa, os furtos vêm se tornando cada vez mais frequentes e prejudiciais. Ela detalhou que, na última invasão, foram levados um micro-ondas, um botijão de gás, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, além do medidor de energia elétrica, o que causou um corte no fornecimento de energia no estabelecimento. Essa situação agravou ainda mais a crise enfrentada pela proprietária, especialmente porque o furto do medidor resultou na interrupção do serviço elétrico, impossibilitando o funcionamento normal da lanchonete.
Neusa destacou que o dia do incidente era considerado importante para o seu negócio, pois coincidia com uma data de grande movimento na cidade devido à realização de um jogo na Arena MRV, estádio localizado nas proximidades. Além disso, ela planejava lançar novos produtos na lanchonete com o objetivo de atrair mais clientes. Entretanto, a invasão e o furto impediram a realização dessas ações, uma vez que a energia elétrica foi suspensa, impossibilitando a preparação de alimentos e bebidas, além de afetar o atendimento aos clientes.
A proprietária também revelou que precisou dispensar os funcionários que deveriam trabalhar neste sábado, durante o jogo do Atlético na Arena, o que agravou ainda mais os prejuízos financeiros. Ela expressou preocupação com o tempo que levará para a energia ser restabelecida, uma vez que há alimentos e bebidas que precisam ser refrigerados e que podem estragar se a energia não for retomada rapidamente.
Além dos prejuízos materiais, Neusa relatou um ato de vandalismo que a marcou profundamente: criminosos colocaram fogo na bíblia que ela possui há mais de 30 anos. Essa ação, segundo ela, demonstra o grau de violência e o impacto emocional causado pelos episódios de criminalidade.
A concessionária de energia elétrica, Cemig, foi procurada para esclarecer se foi acionada após o incidente e se há uma previsão para o restabelecimento do fornecimento de energia na lanchonete. Até o momento, a companhia aguarda retorno com informações sobre o caso.
A situação de Neusa Santos reflete uma realidade de insegurança que afeta diversos comerciantes na região, agravada por uma rotina de furtos frequentes e episódios de vandalismo, que ameaçam a continuidade de seus negócios e o bem-estar de seus funcionários.









