Um naufrágio ocorrido na manhã deste domingo (30) na costa norte de Chipre deixou pelo menos oito pessoas mortas e outras 18 continuam desaparecidas, de acordo com informações oficiais. A tragédia envolveu uma balsa de passageiros que, após partir de Kyrenia, virou ao ser atingida por ondas durante uma viagem com destino à Turquia.
Segundo o primeiro-ministro da autoproclamada República Turca em Chipre, Ünal Üstel, a embarcação, que transportava 259 passageiros e oito tripulantes, começou a encher de água logo após deixar a cidade de Kyrenia, localizada na costa norte da ilha. A embarcação, de propriedade privada, partiu por volta das 12h30, horário local (6h30 no horário de Brasília), com destino à Turquia, uma viagem que havia sido adiada do sábado devido às condições climáticas adversas. As condições do mar, segundo relatos, estavam bastante agitadas na ocasião do incidente.
De acordo com Üstel, a embarcação foi atingida por duas ondas consecutivas, o que comprometeu sua estabilidade. Enquanto o capitão tentava recuperar o controle após o primeiro impacto, uma segunda onda atingiu o navio, causando sua capotagem e o subsequente enchimento de água na embarcação. O primeiro-ministro afirmou que, após o acidente, o capitão e sete tripulantes foram detidos como parte das investigações em andamento.
As operações de busca e salvamento foram imediatamente iniciadas, com o envolvimento de autoridades turcas e recursos como helicópteros e barcos da guarda costeira. Ambulâncias permanecem na praia, preparadas para atender os resgatados. Até o momento, informações indicam que cerca de 100 passageiros foram levados para a costa, segundo o ministro dos Transportes da RTCN, Erhan Arikli, que reconhece a gravidade do ocorrido.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, manifestou suas condolências às autoridades e ao povo do norte de Chipre, destacando que os esforços para localizar os desaparecidos continuam sem interrupção. Em uma cerimônia militar, Erdogan afirmou que as operações de busca e resgate estão em andamento em cooperação com as autoridades locais.
Relatos de um resgatista turco, Mustafa Koc, indicam que cerca de 65 pessoas foram salvas até o momento. Koc, que utilizou seu próprio barco para ajudar na operação, criticou a decisão da tripulação de partir em condições de mar agitado, afirmando que a embarcação, uma alta velocidade chamada Filo Jet, apresentava danos na parte dianteira e que o mar estava bastante revolto. Ele também ressaltou que pessoas perderam a vida e que essa situação é inaceitável.
A embarcação, uma balsa de 40 metros de comprimento e 10 metros de largura, opera sob a bandeira da Turquia e pertence à empresa Filo Denizcilik. A embarcação, classificada como um catamarã de alta velocidade, virou na água após o incidente, deixando imagens impactantes de pessoas usando coletes salva-vidas e a embarcação deitada de lado na água.
A companhia responsável pela operação da Filo Jet divulgou uma nota de pesar pelo ocorrido, expressando sua tristeza pelo acidente. Uma linha direta foi criada para fornecer informações às famílias dos passageiros, embora ainda não tenham sido divulgadas as nacionalidades das vítimas ou o estado de saúde dos feridos. As autoridades continuam empenhadas na busca pelos desaparecidos, enquanto a comunidade local e internacional acompanham o desenvolvimento da tragédia.






