Os recentes casos de desaparecimento de Beatriz Vitória, de 27 anos, e da menina Alice Vitória, de 6 anos, trouxeram à tona a preocupação crescente com o número de pessoas desaparecidas em Minas Gerais. Beatriz foi vista pela última vez em um bar localizado em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto Alice Vitória desapareceu na capital mineira. A situação despertou atenção não apenas pela idade da vítima mais jovem, mas também pela complexidade envolvida na investigação do seu desaparecimento.
De acordo com dados da Polícia Civil de Minas Gerais, entre janeiro e 20 de outubro de 2026, 7.994 pessoas foram consideradas desaparecidas no estado. Esse número corresponde a uma média de aproximadamente 27 registros por dia, o que evidencia a magnitude do fenômeno. O mês de maio, até o momento, foi o que apresentou o maior número de ocorrências, totalizando 898 casos. Esses dados refletem uma tendência preocupante, que exige atenção das autoridades e da sociedade civil para estratégias de prevenção e resposta rápida.
A Polícia Civil define uma pessoa desaparecida como aquela cuja rotina foi interrompida de forma repentina, ou seja, cujo paradeiro é desconhecido por familiares e pessoas próximas. Apesar de o senso comum sugerir que se deve aguardar 24 horas para registrar uma ocorrência de desaparecimento, a orientação oficial é que o boletim seja feito o quanto antes, assim que houver suspeita ou confirmação do desaparecimento. Essa rapidez é fundamental para facilitar as buscas e aumentar as chances de localização.
Para registrar o desaparecimento, a Polícia Civil recomenda a apresentação de documentos de identificação e fotos da pessoa desaparecida, sempre que possível. Em Belo Horizonte, uma das unidades especializadas para esse procedimento é a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, localizada na Avenida Brasil, nº 464, no Bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul da cidade. Além do atendimento presencial, o registro também pode ser feito por meio da Delegacia Virtual, ferramenta digital que visa agilizar o processo de denúncia.
Os dados também indicam que, no mesmo período, 5.348 pessoas foram localizadas no estado, o que representa uma redução de aproximadamente 4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A média diária de pessoas encontradas é de 18, o que demonstra que as buscas, embora eficazes, ainda precisam de reforço para atender à demanda crescente.
Para casos de localização, a própria pessoa que estava desaparecida ou seus familiares devem comparecer a qualquer unidade policial, seja da Polícia Militar ou Civil, para registrar o boletim de localização. Essa ação é essencial para que o sistema de segurança pública possa dar baixa no alerta de desaparecimento, facilitando o retorno seguro do indivíduo.
Diante do aumento no número de desaparecimentos, a situação reforça a necessidade de atenção contínua por parte das autoridades e da sociedade, bem como a importância de ações rápidas e eficientes na investigação e no resgate de pessoas desaparecidas em Minas Gerais.







