Famílias de Belo Horizonte que desejam oferecer acolhimento temporário a crianças e adolescentes podem realizar seu cadastro no programa Família Acolhedora, cuja inscrição permanece aberta até o dia 28 de agosto. A iniciativa visa atender crianças e jovens de zero a 18 anos que, por determinação judicial, precisam ser afastados temporariamente de suas famílias de origem. O objetivo principal é proporcionar um ambiente familiar de cuidado, proteção e convivência enquanto a situação é avaliada e acompanhada pela Justiça.
De acordo com Carlos Henrique Oliveira, coordenador do Acolhimento Familiar de Crianças e Adolescentes em Belo Horizonte, o serviço é de caráter temporário e deve ser diferenciado da adoção definitiva. Ele explica que o acolhimento tem como finalidade oferecer um suporte provisório, até que a criança ou adolescente possa retornar ao convívio familiar original. “Lembrando que é sempre temporariamente, que não se trata de uma adoção. É durante um período até que essa criança possa voltar para sua casa”, afirma Oliveira.
Ao contrário do apadrinhamento, que geralmente envolve uma criança ou adolescente permanecendo em uma instituição com contato esporádico com uma família, o programa Família Acolhedora possibilita que o jovem passe a residir na casa da família cadastrada. Nesse modelo, a criança ou adolescente vive de forma temporária na residência do acolhedor, que recebe preparação específica antes do início do acolhimento e acompanhamento contínuo de uma equipe especializada durante toda a permanência. A seleção do perfil da criança ou do adolescente a ser acolhido é feita pela equipe responsável, levando em consideração o perfil e a disponibilidade da família cadastrada.
As famílias interessadas podem indicar, por exemplo, a faixa etária com a qual se sentem mais confortáveis para acolher, contribuindo assim para uma melhor compatibilidade entre o acolhedor e o acolhido. O período de permanência varia de acordo com cada caso, uma vez que o foco do programa é garantir a proteção e o cuidado necessários, além de facilitar o retorno do jovem à sua família de origem assim que possível. Segundo Oliveira, uma das principais funções da família acolhedora é atuar como uma facilitadora para que a criança ou adolescente retorne ao lar biológico, além de oferecer proteção e cuidado durante esse período de transição.
O programa não impõe restrições quanto ao formato familiar, permitindo a participação de diferentes tipos de famílias. Pessoas solteiras, famílias monoparentais, casais com ou sem filhos, famílias que já tiveram filhos biológicos ou adotivos, além de casais homoafetivos, podem se candidatar a participar do acolhimento. A diversidade de formatos familiares é amplamente aceita e incentivada pelo programa, que busca ampliar o número de famílias dispostas a oferecer esse suporte temporário.
As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de agosto, e os interessados devem atender a critérios específicos para se tornarem famílias acolhedoras. Entre os requisitos, estão a capacidade de oferecer um ambiente seguro, estabilidade emocional, além de disponibilidade para o período de acolhimento. A iniciativa reforça o compromisso de Belo Horizonte com a proteção de seus jovens, promovendo uma rede de apoio que valoriza a convivência familiar e o bem-estar de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.








