Um incêndio de grandes proporções atingiu aproximadamente 100 hectares do Parque Nacional da Serra da Canastra, localizado no município de São Roque de Minas, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. A área afetada, equivalente a cerca de 140 campos de futebol, está situada nas proximidades da famosa cachoeira Casca d’Anta, um dos principais pontos turísticos e cartões-postais do parque.
Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o fogo teve início na terça-feira, dia 22 de outubro, e só foi controlado na tarde desta quarta-feira, dia 23. O combate às chamas contou com a participação de aproximadamente dez brigadistas, que atuaram de forma coordenada para impedir a propagação do incêndio e evitar que ele atingisse outras áreas do parque, que é uma unidade de conservação de extrema importância para a preservação da biodiversidade local.
A operação de controle do incêndio durou cerca de 26 horas, durante as quais os brigadistas trabalharam intensamente para conter as chamas. Mesmo após o sucesso no controle do fogo, as equipes continuam monitorando a região, uma medida essencial para prevenir possíveis reignições. O monitoramento é especialmente importante devido à presença de pontos ainda quentes ou materiais em combustão que podem reacender as chamas, principalmente em áreas de difícil acesso.
A área atingida fica próxima à cachoeira Casca d’Anta, uma formação natural criada pelo Rio São Francisco, que é considerada a primeira grande queda d’água do curso do rio. Com uma queda livre de 186 metros, a cachoeira é uma das atrações mais visitadas do Parque Nacional da Serra da Canastra, atraindo turistas de várias regiões e contribuindo para a economia local. A proximidade do incêndio à cachoeira reforça a preocupação com os impactos ambientais e turísticos do episódio, embora até o momento não tenham sido divulgadas informações sobre as causas do fogo.
O ICMBio e as autoridades ambientais continuam acompanhando a situação de perto, ressaltando a importância de ações preventivas e de fiscalização para evitar novos incidentes na região. A origem do incêndio ainda está sendo investigada, e as equipes de combate permanecem alertas para possíveis reativações. O episódio evidencia a vulnerabilidade das áreas de conservação diante de condições climáticas adversas e da ação humana, reforçando a necessidade de esforços contínuos na proteção do patrimônio natural da Serra da Canastra.









